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Tenente-coronel do Exército que mantinha mulher e filhos reféns se entrega

Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Policiais cercam o prédio e negociaram a liberação dos reféns Imagem: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
do UOL

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

2019-05-15T10:15:43

2019-05-15T12:55:11

15/05/2019 10h15Atualizada em 15/05/2019 12h55

O tenente-coronel do Exército que mantinha a mulher e os dois filhos gêmeos, de 11 anos, reféns em um apartamento no Rio se entregou hoje por volta das 9h30. O caso ocorreu no bairro de Cascadura, na zona norte. As vítimas passam bem, segundo informações da polícia e do Exército.

A Polícia Militar foi acionada às 20h por vizinhos, após a mulher gritar por socorro. As negociações para a liberação das vítimas duraram cerca de 14 horas e contou com agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

"A família passa bem, não tem nenhum tipo de dano mais contundente, são danos emocionais que a equipe médica está avaliando a condição. Uma série de profissionais foi usada para identificar o perfil do agressor. Ele estava armado, mas no final ele pôs a arma no chão e se entregou. Era uma pistola", disse Wellington Moreira, relações públicas do Bope.

O homem foi identificado como André Luiz, tenente-coronel da ativa do Exército Brasileiro. "Alguém que demonstrou descontrole diante de um problema familiar", disse o porta-voz da PM, Mauro Fliess. André Luiz foi levado para a delegacia.

"O militar foi inicialmente conduzido para a Delegacia Policial da área e, após as formalidades legais, será encaminhado ao Hospital do Exército, permanecendo preso à disposição do Poder Judiciário", afirmou o Exército em nota.

Arquivo pessoal
O tenente-coronel André Luiz, a mulher Luciana Arminda e os filhões gêmeos de 11 anos Imagem: Arquivo pessoal

A mulher é Luciana Arminda, 45, professora da Escola Municipal França, em Quintino Bocaiuva, também na zona norte. Ela dá aula para crianças surdas. "Só posso dizer que ela é um amor de pessoa. Só casou com a pessoa errada", disse uma funcionária da escola que preferiu não ser identificada.

O prédio onde a família mora fica na rua Cerqueira Daltro e chegou a ficar cercado por policiais. A PM informou que a energia do apartamento chegou a ser cortada.

Na nota, o Exército disse que acompanhou as negociações no local, transmitindo aos policiais informações e dados pessoais que pudessem ser úteis ao processo de negociação.

"O Exército Brasileiro solidariza-se com os familiares envolvidos nesse traumático episódio, e prestará toda a assistência médica, psicológica e espiritual requerida para a desejada superação" diz o texto.

Uma vizinha que não quis se identificar disse ao UOL que a mulher era vista frequentemente com hematomas no corpo. "Meu filho estudou com os filhos dela e a gente via que ela chegava roxa, principalmente nos braços."

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