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Moçambique se prepara para encerrar operações de busca após ciclone

2019-03-26T17:22:00

26/03/2019 17h22

Maputo, 26 mar (EFE).- As autoridades moçambicanas se preparam para concluir as operações de busca e resgate das vítimas, depois que o ciclone tropical Idai arrasou o centro do país deixando pelo menos 468 mortos.

"Estamos considerando encerrar as operações de busca e salvamento, por já não haver muitas pessoas isoladas", disse nesta terça-feira o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Emergências, Paulo Tomás.

O governador da província de Manica, afetada pelo desastre natural, Manuel Alberto, admitiu também que "começa a ser difícil acreditar que ainda há sobreviventes", em alusão aos 60 cidadãos desaparecidos no distrito de Sussundenga, nesta mesma província.

O novo número de mortos e os planos de concluir as operações de resgate coincidem com o anúncio desta terça-feira de um atraso no início da elaboração do censo eleitoral, que começaria em 1º de abril, para o próximo dia 15.

Por enquanto não se sabe se esta catástrofe poderia levar a um atraso nas eleições gerais desta nação africana, que estão previstas para o próximo mês de outubro.

Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que está terminando uma visita a Moçambique anunciou também que "ainda é cedo para avaliar os efeitos macroeconômicos do ciclone, mas os custos de reconstrução serão muito significativos".

A ONU pediu nesta segunda-feira US$ 282 milhões em doações para financiar durante os próximos três meses a ajuda a Moçambique após a passagem de Idai.

Segundo o chefe humanitário da organização, Mark Lowcock, as prioridades atualmente são garantir água potável, saneamento e higiene e melhorar a segurança alimentar em médio prazo.

As tarefas dos organismos nacionais e internacionais se centram neste momento na distribuição de comida e em evitar doenças graves que costumam surgir em cenários de água parada, como o cólera e a malária.

A ONU qualificou o desastre causado por Idai como uma emergência de nível 3, uma categoria que atualmente só é usada para classificar as crises humanitárias na Síria e no Iêmen. EFE

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