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Facção planejou furtos em empresas de Eldorado após enchente, diz polícia

Policiais apreendem material furtado durante a enchente em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre - Polícia Civil/RS
Policiais apreendem material furtado durante a enchente em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre Imagem: Polícia Civil/RS
do UOL

Do UOL, em São Paulo

16/05/2024 04h00

A principal facção criminosa do Rio Grande do Sul planejou uma série de furtos a empresas em meio às enchentes que inundaram Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, segundo a Polícia Civil.

O que aconteceu

Sete suspeitos de integrar a facção já foram presos por associação criminosa e receptação. Três pessoas foram presas ontem à tarde em uma ação da Brigada Militar. As outras quatro prisões ocorreram na última segunda-feira (13) após agentes encontrarem um imóvel onde estavam sendo armazenados os produtos furtados.

Segundo investigações da Polícia Civil, uma série de saques em empresas de grande porte e supermercados de Eldorado do Sul foram orquestrados pela organização criminosa. O UOL apurou que eles integram a facção Os Manos, apontada como a principal em atuação no Rio Grande do Sul.

Agentes encontraram TVs, caixas de som, geladeira, máquina de lavar roupas, freezer e até engradados de cerveja no local. Saques ocorreram após determinação de evacuação total em Eldorado do Sul. Município tem 42 mil habitantes. Moradores publicaram vídeos nas redes sociais registrando a cidade tomada pelo alagamento. "A água tirou a cidade do mapa", disse a moradora Rafaela Bastos.

Membros de uma facção criminosa observaram o momento propício para planejar os saques em empresas de grande porte. Após a ação deles, houve uma invasão em massa em uma rede de supermercados.
Luciane Bertoletti, delegada de Polícia Civil de Eldorado do Sul

Onda de saques e rondas de barco

Em um balanço atualizado no último domingo (12), a Brigada Militar e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul já haviam prendido ao menos 60 pessoas por crimes em meio às chuvas. Eles foram detidos após suspeita de envolvimento em saques, furtos e roubos durante a situação de calamidade.

Por medo de uma onda de saques, a polícia estabeleceu rondas noturnas com barcos em áreas comerciais de Porto Alegre. Os botes responsáveis pela tarefa saem no anoitecer e ficam na água até clarear o dia.

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