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Talibãs confiscam US$ 12,36 milhões de integrantes do governo do Afeganistão

15/09/2021 21h07

Cabul, 15 set (EFE).- Os talibãs confiscaram US$ 12,36 milhões (R$ 64,97 milhões), parte nas casas de antigos funcionários do alto escalão do governo do Afeganistão, que foram entregues ao Banco Central do país, que divulgou a informação nesta quarta-feira.

De acordo com comunicado emitido pelo órgão, além do montante, ainda foi obtida quantidade de barras de ouro, a maior parte, na residência do ex-primeiro vice-presidente afegão, Amrullah Saleh.

O antigo número 2 do governo nacional ainda teve confiscados cerca de US$ 6,5 milhões (R$ 34,1 milhões) da casa em que vivia na província de Panjshir, no norte do Afeganistão, onde ele liderava a resistência armada contra os talibãs.

No comunicado, o Banco Central indicou desconhecer os motivos e o propósito da reserva de grandes quantias de dinheiro na residência dos integrantes da cúpula do governo.

Em breve vídeo divulgado nesta segunda-feira, talibãs podem ser vistos contando várias maletas repletas de dinheiro e algumas barras de ouro em uma casa, garantindo que se tratava de bens pertencentes a Saleh.

Nem o líder da resistência, nem qualquer pessoa ligada a ele se manifestou sobre o confisco.

A corrupção dos altos funcionários e o uso indevido de bens dos Estado foi uma das principais críticas feitas ao deposto governo do Afeganistão, pela comunidade internacional e pela população afegã.

O ex-presidente Ashraf Ghani, assim como o antecessor dele, Hamid Karzai, não tiveram sucesso em conseguir reverter o quadro.

Saleh fugiu para a província de Panjshir após o colapso do governo, com a fuga de Ghani para os Emirados Árabes, quando Cabul caiu nas mãos dos talibãs, a partir daí, passou a integrar a Frente de Resistência Nacional, liderada por Ahmad Massoud. EFE

azq-hsb-igr/bg

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