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1 mês

Nos 6 meses de golpe, militares formam 'novo governo' em Myanmar

02/08/2021 10h37

ROMA, 2 AGO (ANSA) - No fim de semana que o golpe militar em Myanmar completou seis meses, o Conselho Administrativo de Estado reconduziu o general Min Aung Hlaing como primeiro-ministro e indicou Soe Win como vice-premiê.   

O militar havia assumido o poder no dia do golpe, em 1º de fevereiro, e loteado todos os cargos oficiais com membros das Forças Armadas. Em discurso transmitido pela televisão, na noite deste domingo (1º), Hlaing voltou a prometer que o país terá "eleições multipartidárias", mas sem indicar uma data.   

Por sua vez, o porta-voz da Junta Militar, Zaw Min Tun, afirmou que o pleito será disputado em agosto de 2023 - mais de um ano depois da promessa inicial, de que as eleições seriam realizadas "em até um ano" desde o dia do golpe.   

Os militares tomaram o poder no dia em que o Parlamento eleito em dezembro assumiria suas funções, prendendo o presidente de Myanmar, Win Myint, e a "líder de facto", a Nobel da Paz de 1991, Aung San Suu Kyi. Os dois continuam presos em regime domiciliar, por acusações que nada tem a ver com a disputa nas urnas, incluindo má gestão da pandemia, corrupção e violação de lei do comércio.   

Na última semana, a Junta revogou os resultados do pleito de dezembro, apenas o segundo disputado de maneira livre e democrática desde 2015. O partido de Suu Kyi, o Liga Nacional para a Democracia (NLD), ganhou a disputa com mais de 70% dos votos, mas os militares - que tinham um partido "civil" e o "direito" de ter 25% do Parlamento - não gostaram do poder da Nobel da Paz e decidiram afirmar que houve "fraude" nas eleições, algo que nunca foi comprovado.   

Desde fevereiro, protestos quase diários são realizados em todo o país e mais de 940 pessoas foram mortas pelas forças de segurança nas manifestações - incluindo dezenas de crianças e adolescentes. Mais de 5,4 mil cidadãos foram presos por protestar.   

Como se não bastasse a situação política, a pandemia de Covid-19 se alastra rapidamente por Myanmar e apenas 40% dos hospitais estão funcionando normalmente. (ANSA).   

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