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IBGE: Número de empresas no Brasil subiu 6,1% em ano pré-pandemia

Em 2019, empresas e organizações formais ativas empregavam 53 milhões de pessoas no Brasil, segundo o IBGE - Getty Images/iStockphoto
Em 2019, empresas e organizações formais ativas empregavam 53 milhões de pessoas no Brasil, segundo o IBGE Imagem: Getty Images/iStockphoto

Daniela Amorim

No Rio de Janeiro

24/06/2021 10h53Atualizada em 24/06/2021 17h39

Após três anos consecutivos de fechamento de empresas, o Brasil registrou em 2019, no pré-pandemia, um aumento no número de companhias e organizações formais ativas, segundo os dados do Cempre (Cadastro Central de Empresas) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O total de empresas em atividade subiu a 5,2 milhões, um avanço de 6,1% em relação a 2018, o equivalente a 301,3 mil negócios a mais.

O resultado, porém, foi impulsionado por um salto de 35,8% no número de organizações sem nenhum trabalhador ou sócio-proprietário, o que pode ter inflado o total de companhias em atividade.

"Entre essas entidades é mais difícil identificar se a organização é ou não ativa", ponderou o IBGE em nota.

Ainda assim, houve aumento no número de empresas com pelo menos uma pessoa ocupada, com crescimento de 3,4% em relação ao total existente em 2018, ou 161,8 mil unidades a mais.

Nas empresas com 1 a 9 assalariados, o avanço foi de 3,9%. Nas demais faixas, a alta no número de empresas variou entre 1,1% a 1,9%.

O IBGE esclarece que a edição de 2019 do Cempre sofreu ajustes metodológicos para incorporar informações do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, o e-Social, que está substituindo gradativamente a Relação Anual de Informações Sociais, a Rais, usada como base de dados para o levantamento até então.

Duas informações que constam no questionário da Rais deixaram de existir no e-Social: o número de sócios e proprietários que exercem atividades em suas empresas e o indicador de atividade que identifica se o estabelecimento exerceu sua atividade principal no ano de referência.

"A falta dessas duas informações provenientes do e-Social fez com que todos os estabelecimentos oriundos desta fonte fossem selecionados como unidades ativas, o que pode, portanto, contribuir para um maior número de empresas", alertou o IBGE, em nota técnica.

Em 31 de dezembro de 2019, as empresas e organizações formais ativas no país empregavam 53,2 milhões de pessoas, sendo 46,2 milhões delas (86,8%) assalariadas e 7 milhões (13,2%) na condição de sócio ou proprietário.

A força de trabalho ocupada aumentou 1,9%, cerca de 1,0 milhão de pessoas a mais: 758,6 mil novos assalariados, alta de 1,7% ante 2018, e mais 244,1 mil sócios e proprietários, aumento de 3,6%.

Embora houvesse mais pessoas trabalhando, a massa de salários e outras remunerações encolheu 0,7% no ano, totalizando R$ 1,8 trilhão.

A redução no salário médio mensal foi ainda mais acentuada, um recuo de 3,5%, já descontada a inflação do período, para R$ 2.975,74, o equivalente a três salários mínimos.

Na comparação com 2018, os maiores aumentos de pessoal assalariado ocorreram nas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (11,3%) e informação e comunicação (6,0%). Já as maiores perdas foram registradas em educação (-1,2%) e outras atividades de serviços (-0,8%).

Os maiores salários médios mensais foram pagos pelo segmento de eletricidade e gás (R$ 7.185,14), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.941,42) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.857,13).

Em 2019, 55,2% dos assalariados eram homens, contra 44,8% de mulheres. Mais bem remunerados do que elas, os homens absorveram 59,2% da massa salarial, enquanto elas ficaram com apenas 40,8%.

O salário mensal médio dos homens foi de R$ 3.188,03, 17,5% superior aos R$ 2.713,92 recebidos por elas, ou seja, as mulheres ganhavam cerca de 85,1% de remuneração média dos homens.

A maior diferença de salário médio mensal entre homens e mulheres ocorreu entre os empregados na administração pública, onde elas recebiam apenas 74,3% do salário médio deles.

Nas entidades empresariais, o salário das mulheres alcançava 77,8% da remuneração dos homens. A menor diferença esteve nas entidades sem fins lucrativos, onde elas ganhavam 88,1% da remuneração deles.

Na análise por escolaridade, 76,9% do pessoal ocupado assalariado não tinham nível superior, contra 23,1% que possuíam esse grau de instrução completo.

O pessoal ocupado assalariado sem nível superior recebeu, em média, R$ 2.061,70, o que representa 34,3% do valor médio recebido pelo pessoal assalariado com nível superior, de R$ 6.002,97.

Na passagem de 2018 para 2019, o número de assalariados sem nível superior cresceu 2,2%, enquanto o total que tinha nível superior caiu 0,2%.

As entidades empresariais totalizavam 90,6% das organizações ativas em 2019, ocupando 71,6% dos assalariados e pagando 60,8% dos salários e remunerações.

Os órgãos da administração pública respondiam somente por 0,4% das empresas e outras organizações, mas empregaram 18,6% do pessoal ocupado total e 21,4% do pessoal ocupado assalariado, além de pagarem 32,5% dos salários e outras remunerações.

Já as entidades sem fins lucrativos representaram 9% das empresas e outras organizações, com 6,6% do pessoal ocupado total, 7% do pessoal ocupado assalariado, e 6,6% dos salários e remunerações.

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