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15 dias

Biden expressa apoio a cessar-fogo em conversa com Netanyahu

18/05/2021 00h59

Washington, 17 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou apoio a um cessar-fogo para frear a escalada bélica entre israelenses e palestinos durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou a Casa Branca nesta segunda-feira.

"O presidente expressou seu apoio a um cessar-fogo e falou sobre o compromisso dos EUA, Egito e outros aliados com esta finalidade", diz o comunicado.

Esta é a primeira vez que Biden se posiciona publicamente a favor de um cessar-fogo, após ter sido pressionado por integrantes do Partido Democrata e outros países para que exerça um papel mais ativo na crise no Oriente Médio.

Entretanto, o governante se limitou a apoiar um cessar-fogo e não o pediu a Netanyahu, como tinham solicitado alguns democratas, entre eles 29 senadores que pediram publicamente no domingo o fim "imediato" das hostilidades.

Até agora, o governo americano evitou pedir publicamente um cessar-fogo, mas já ofereceu mediação caso as partes queiram negociar uma trégua.

A Casa Branca não detalhou qual foi a resposta de Netanyahu à postura de Biden e se limitou a dizer que os líderes combinaram de se manter em contato.

Por outro lado, na ligação, Biden reiterou a posição que Washington manteve desde o início da atual crise, há oito dias. Concretamente, voltou a expressar "firme apoio" ao direito de Israel a se defender e condenou os ataques "indiscriminados" com foguetes do movimento islâmico palestino Hamas, que governa Gaza desde 2007.

Além disso, elogiou os "esforços" para enfrentar as tensões nas cidades israelenses onde palestinos e judeus vivem lado a lado, bem como para trazer "calma" a Jerusalém, onde os jovens palestinos se confrontaram durante semanas com as forças israelenses na Cidade Velha, um dos desencadeadores da atual escalada.

Biden também "encorajou" Israel a fazer tudo o que esteja ao seu alcance para proteger "civis inocentes".

Apesar do tom preocupado da declaração da Casa Branca, os EUA bloquearam nesta segunda-feira, pela terceira vez, uma proposta de declaração do Conselho de Segurança das Nações Unidas pedindo a cessação da violência.

Os EUA, maior aliado de Israel, acreditam que uma tal declaração da ONU não seria útil para desanuviar as tensões, uma vez que existem outras iniciativas diplomáticas em curso para parar os combates.

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