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Guedes defende programas sociais e diz que antecipará 13º dos aposentados

Guedes diz que antecipará o 13º dos aposentados, mas não falou para quando - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Guedes diz que antecipará o 13º dos aposentados, mas não falou para quando Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
do UOL

Letícia Lázaro

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/03/2021 19h04Atualizada em 06/03/2021 07h38

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que, com a crise gerada pela pandemia da covid-19, o governo aprendeu que existe a necessidade de "reforçar" os programas sociais para auxiliar financeiramente pessoas de baixa renda. Além disso, o ministro anunciou que, para combater "a volta da pandemia", haverá a antecipação do 13º de aposentados.

"Qual a lição que fica? Que nós temos que reforçar os programas sociais, que colocam o dinheiro no bolso do mais pobre, e não esse enorme aparelho estatal", disse Guedes, em entrevista coletiva em Brasília, reforçando o "compromisso com a agenda liberal" — embora o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) apresente dificuldades para colocar em prática o plano de privatizações.

Questionado sobre quais medidas serão tomadas, além da prorrogação do auxílio emergencial, o ministro reforço que o abono salarial já foi antecipado e revelou:

Agora, assim que aprovar o orçamento, vai ser antecipado o 13º dos mais frágeis, dos mais idosos".
Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministério da Economia confirmou ao UOL que a antecipação citada por Paulo Guedes refere-se ao 13º de aposentados. O ministro não disse quando será feito este adiantamento e, de acordo com a pasta, esta data ainda não está definida. Em relação ao BEm (programa que permite corte de salários e jornadas de trabalho dos empregados), Guedes afirmou que "já estão sendo disparadas novas bases".

Normalmente, a primeira parcela do 13º do INSS, com 50% do valor do pagamento, é paga com o benefício de agosto, e a segunda parte, com o de novembro. No ano passado, o 13º do INSS foi integralmente pago no primeiro semestre, no valor total de R$ 47,5 bilhões.

"Ataque às crises gêmeas: saúde e economia"

O ministro voltou a tocar no assunto relacionado às medidas que serão tomadas para ajudar aqueles que estão passando dificuldade por conta das dificuldades econômicas causadas pela pandemia. Com o avanço da covid-19 no país, diversos estados aumentaram as restrições para tentar combater a falta de leitos de hospitais.

"Tem mais coisas vindo por aí, mas o importante agora é justamente a aprovação pelo Congresso do ataque a crises gêmeas, saúde e economia estão juntas ali. Estão caminhando, são duas pernas, se uma delas falhar a gente cai", afirmou Paulo Guedes.

O ministro declarou que os programas de auxílio social no Brasil pertencem a "uma família evolutiva" e que o programa "Renda Brasil", planejado pelo governo, fará parte desta "evolução".

"Tem todo nosso aprendizado de saber que nós temos que aumentar o Bolsa Família, criar um programa renda Brasil um pouco mais robusto, porque essas foram as grandes lições da crise", reforçou o ministro.

Guedes disse também que os programas de renda básica já estavam nos planos e que seria um "passo natural" do governo, mas que, com a pandemia, essa concepção foi utilizada. Essa semana, Guedes defendeu a reformulação dos programas sociais após o fim do novo auxílio emergencial, que ainda nem começou a ser pago.

Importância da vacina e aprovação de reformas

As vacinas foram outro tema amplamente comentado por Paulo Guedes durante a coletiva. O ministro afirmou que a vacinação em massa da população é "a coisa mais importante" no momento, porque sem a vacina "a economia não se sustenta".

Além da imunização, Guedes afirmou ser essencial a aprovação das reformas no Congresso Nacional, e que, apesar da preocupação com a saúde, a economia não pode ficar desorganizada.

"Temos que olhar sempre para frente, agora são as reformas, com o auxílio emergencial, e principalmente a vacinação em massa. O próximo passo agora é a vacinação em massa, é a coisa mais importante que tem agora. O presidente sempre falou, a economia e saúde andam juntas", disse.

Guedes também criticou os embates políticos no país, ressaltando que "essa guerra sem fim" não ajuda o Brasil.

"Eu acho que nós precisamos de um espírito construtivo, nós temos que construir juntos, é um compromisso construir o Brasil", afirmou. "Eu tenho dito que essa briga política, essa guerra sem fim, não vai nos ajudar a chegar no melhor lugar."

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