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1 mês

Estados brasileiros retomam medidas restritivas com repique da covid

26/02/2021 19h19

São Paulo, 26 Fev 2021 (AFP) - Vários governadores e prefeitos do Brasil anunciaram novas restrições para evitar um colapso da saúde diante da retomada da pandemia do coronavírus, que já deixou mais de 250.000 mortos no país.

O governo de São Paulo formalizou nesta sexta-feira (26) um retrocesso em seu plano de flexibilização e reduziu ainda mais o horário de funcionamento de bares e restaurantes, que agora só poderão funcionar até as 20h.

Algumas cidades do interior já haviam estabelecido toque de recolher diante da saturação iminente das unidades de terapia intensiva.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciou que funcionarão apenas os serviços essenciais no estado, ou seja, farmácias, hospitais, supermercados, clínicas veterinárias, postos de gasolina, entre outros.

Além disso, estendeu o toque de recolher entre 20h00 e 05h00 a partir desta sexta-feira, após anunciar que o estado atravessa "o pior momento da pandemia".

Medida semelhante foi anunciada nesta segunda-feira pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Em Brasília, o governo do distrito federal decretou a partir de domingo o fechamento de escolas, comércios e comércios não essenciais, tais como cinemas, teatros e academias de ginástica.

No Nordeste, a Bahia proibiu o funcionamento do comércio não essencial a partir desta sexta-feira até 1º de março.

Autoridades de saúde alertam que a pandemia pode se intensificar nos próximos dias, colocando o Brasil à beira de um colapso da saúde, enquanto grande parte do país sai do verão.

O país registrou novo recorde de média móvel de mortes diárias (1.153) nesta sexta-feira, de acordo com dados oficiais.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira que o Brasil vive "uma nova fase da pandemia" e atribuiu o aumento dos casos a novas variantes do coronavírus, como a detectada em Manaus.

"O problema não é a nova cepa, é que não existe um dispositivo de controle para a pandemia", disse o epidemiologista José Urbáez à AFP.

Urbáez questionou o fato das medidas restritivas serem colocadas em prática majoritariamente à noite e garantiu que "o colapso é muito maior do que o que estamos vendo na mídia (...) É uma situação indescritível".

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a piora dos índices de saúde no Brasil se explica pelo fato de a epidemia avançar mais rapidamente do que a vacinação.

A imunização no país começou em janeiro. Com as vacinas da Sinovac e da Oxford/Astrazeneca, o Brasil vacinou mais de 6,3 milhões de pessoas, o equivalente a 3% de seus 212 milhões de habitantes. Apenas 1,6 milhão de pessoas receberam a segunda dose.

O presidente Jair Bolsonaro continua relativizando a gravidade da crise e promovendo aglomerações, como a que divulgou em suas redes sociais nesta sexta-feira em evento oficial no Ceará.

Um dia antes, em sua live semanal, Bolsonaro chegou a afirmar, sem embasamento científico, que o uso de máscaras protetoras produz "efeitos colaterais".

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