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Justiça russa impõe 30 dias de prisão preventiva a Navalny

18/01/2021 15h29

Moscou, 18 jan (EFE).- A justiça russa impôs nesta segunda-feira 30 dias de prisão preventiva ao líder opositor russo Alexei Navalny, em audiência realizada nas dependências da polícia nos arredores de Moscou onde ele está desde que foi detido na noite passada, ao voltar da Alemanha.

"Prisão preventiva por 30 dias, até 15 de fevereiro de 2021", escreveu Navalny no Twitter.

Navalny, que voltou ao país natal após ter sido envenenado em agosto de 2020 com o agente químico Novichok, pode ser condenado a vários anos de prisão por não ter se apresentado às autoridades em um antigo caso penal.

O opositor acusa o presidente russo, Vladimir Putin, de ordenar seu assassinato e depois "fabricar" casos criminais para restringir as suas atividades políticas.

Os advogados do opositor já anunciaram que recorrerão da decisão, a qual descreveram como "absolutamente ilegal", enquanto dezenas de apoiadores de Navalny exigiam a sua libertação nos arredores das instalações da polícia.

"Este é o nível máximo da ilegalidade", disse Navalny no início da audiência, segundo um vídeo publicado em redes sociais.

A porta-voz de Navalny, Kira Yarmish, denunciou que ele foi "preso na fronteira, levado a um endereço desconhecido, não teve autorizado o acesso ao advogado, o julgamento foi realizado na própria delegacia de polícia e ele foi preso por 30 dias".

O Serviço Penitenciário Federal Russo, que emitiu um mandado de captura contra Navalny em dezembro do ano passado, solicitou na justiça que a sentença de três anos e meio de pena suspensa seja convertida em pena real.

Em relação a essa sentença, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deu razão a Navalny, que por esse motivo também se tornou inelegível ao Kremlin.

"Por que a audiência do tribunal transcorre na polícia? Não entendo", acrescentou o opositor em vídeo.

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) exigiram a libertação imediata do líder da oposição extraparlamentar, enquanto as organizações de direitos humanos Memorial e Anistia Internacional o declararam prisioneiro político.

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