PUBLICIDADE
Topo

Notícias

PE: Professor de futebol é preso por importunação sexual de jovens

Vítimas têm entre 14 e 17 anos - Getty Images/iStock
Vítimas têm entre 14 e 17 anos Imagem: Getty Images/iStock
do UOL

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL, no Recife

12/01/2021 10h50

Um professor de uma escolinha de futebol foi preso por suspeita de importunar sexualmente adolescentes do projeto social que comanda, no Recife.

No fim de semana, o suspeito teria convocado seis atletas para concentrar em Itamaracá, praia do litoral norte pernambucano, argumentando que eles passariam por um trabalho intensivo. No entanto, o treinamento terminou com a denúncia de um dos jovens, que precisou pedir ajuda para fugir do suposto assédio.

"Ele fez a gente beber. Fez a gente tomar vinho, dizendo que faria bem fisicamente para o treinamento no outro dia", lembra o denunciante.

O adolescente conta que o assédio começou na hora de dormir. "A gente deitou todo mundo junto. Ele fez a gente dormir em colchões perto dele. Mas aí ele foi se chegando mais, encostando. E começou a me alisar e tentou colocar a mão dentro do meu short", diz o jovem.

Para se livrar daquilo, o adolescente se trancou no banheiro e ligou para a mãe, que havia ficado no Recife. "Quando atendi, ele estava todo assustado: 'Mainha, vem me buscar'. E contou o que aconteceu. Então, eu liguei para o 190 e a polícia foi bater lá", relembra a mãe do jovem.

"É um absurdo, uma coisa desumana mesmo, se aproveitar do sonho desses meninos para fazer uma coisa dessas", lamenta a mãe.

A Polícia Militar foi até a ilha, liberou as crianças e conduziu o suspeito a uma Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. O homem de 51 anos foi preso em flagrante.

Matheus Rodrigues, filho do suspeito, disse que o pai está sendo vítima de falso testemunho. "Ele sempre ajudou esses meninos. É um projeto lindo que tira as crianças das drogas. Ele tem vários jogadores que passaram por ele e depois foram jogar em clubes grandes. E agora estão inventando essas mentiras", desabafa.

Já Marília Batista, diretora do projeto social, também não acredita na denúncia. "Essas viagens são comuns. Sempre acontecem. Mas nós só levamos com a autorização das famílias. Eles assinam um documento para que a gente, inclusive, possa negociar uma contratação quando houver interesse de olheiros", diz.

O homem treinava cerca de 30 jovens, dos 14 anos aos 17 anos, no Sítio dos Pintos, bairro da zona norte da capital pernambucana. Ontem, ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva expedida. Já está a disposição da Justiça, no Centro de Triagem de Abreu e Lima. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Os nomes do denunciante, da mãe do denunciante e do suspeito não foram revelados pela polícia para preservar as vítimas.

Notícias