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Vacina contra Covid-19 terá sucesso se for aceita pela população, diz OMS

03/12/2020 14h33

Copenhague, 3 dez (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) vinculou nesta quinta-feira o sucesso de uma futura vacinação contra a Covid-19 ao preparo dos países e à confiança da população.

"A promessa de uma vacina é grande, mas não pode atingir todo o seu potencial sem uma forte preparação e aceitação pela comunidade", disse o director da OMS para a Europa, Hans Kluge, em entrevista coletiva.

O fato de haver mais de 200 candidatas a vacinas e de mais de 50 já estarem sendo testadas em humanos pode alterar "as regras do jogo", e as vacinas permitirão encerrar a fase aguda da epidemia, em combinação com outras iniciativas de saúde pública. No entanto, até que cheguem, é "essencial" manter medidas de protecção, como a utilização de máscaras.

Kluge explicou que o fornecimento de vacinas na fase inicial será "muito limitado", motivo pelo qual os países precisam decidir antecipadamente quem deverá ser vacinado primeiro para maximizar o impacto, e reiterou a recomendação de que seja dada prioridade aos trabalhadores da saúde e sociais e às pessoas com mais de 60 anos.

O representante regional da OMS alertou para os estudos que sugerem que, em alguns países, cerca de metade da população está insegura quanto à vacinação, mas destacou que a aceitação é "essencial".

"A vacinação salva vidas, o medo coloca as pessoas em risco", disse Kluge em entrevista coletiva virtual da sede regional da OMS em Copenhague.

SEGUNDA ONDA NA EUROPA RUMO AO LESTE.

Kluge observou que existe um "ligeiro" declínio no número de novos casos na Europa Ocidental, mas que isto não significa uma melhora da situação epidemiológica no continente como um todo, uma vez que a segunda onda está se deslocando para o leste.

Embora o número de novos casos registados tenha diminuído pela terceira semana consecutiva na Europa, desta vez em 13%, o continente continua a representar 40% do total mundial de contágios e 50% das novas mortes.

Mais de 19 milhões de casos (4 milhões só em novembro) e mais de 427 mil mortes (35 mil na semana passada) foram relatados na Europa desde o início da pandemia, lembrou Kluge.

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