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Estudante picado por naja deixa UTI e pode depor nesta semana

Naja que picou estudante em Brasília ganha ensaio fotográfico no zoológico - Ivan Mattos/Zoológico de Brasília
Naja que picou estudante em Brasília ganha ensaio fotográfico no zoológico Imagem: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília
do UOL

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL, em Brasília

13/07/2020 11h48

O estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, 22, recebeu alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Maria Auxiliadora, no Gama (DF), na noite do último sábado (11). O jovem estava internado desde terça-feira (7), quando foi picado por uma cobra naja.

A família de Pedro Henrique acredita que ele receba alta do hospital ainda hoje. A unidade não divulga boletim médico do estudante, a pedido da família. Após ser liberado, ele pode ser ouvido pela Polícia Civil, que aguarda o depoimento dele nesta semana para esclarecer se o jovem criava as cobras ilegalmente. De acordo com a investigação, ele é suspeito de envolvimento em um esquema de tráfico de animais.

Pedro Henrique chegou a ficar em coma por dois dias e agora está internado em um quarto da enfermaria. A alta hospitalar vai depender do último exame, caso ele aponte melhora e evolução completa do quadro de saúde do rapaz.

O soro antiofídico necessário para o tratamento do veneno veio do Instituto Butantan, em São Paulo. As últimas doses do estoque foram encaminhadas exclusivamente para o estudante. Os pais do jovem chegaram a importar mais produto dos Estados Unidos. Dez doses de soro foram encaminhadas para o hospital. Como nem todas foram usadas, a família doou o material para o Instituto Butantan.

Caso é tratado como tráfico de animais

A naja pode custar até R$ 20 mil no comércio ilegal, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal. O caso é tratado como tráfico de animais. A serpente foi abandonada dentro de uma caixa plástica atrás de um shopping, que fica localizado no Setor de Clubes Sul. O delegado Jonatas Silva, da 14ª Delegacia de Polícia, do Gama, informou ao UOL que em operação de cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã neste sábado (11), localizaram e apreenderam mais uma cobra do estudante. No total, são 18 serpentes.

O animal estava escondido em um apartamento no Guará 2, onde também foram localizados diversos ratos que seriam criados para servir de alimento à cobra. Segundo o delegado, os animais teriam sido deixados no apartamento pelo amigo de Pedro Henrique. O imóvel alvo das buscas estava desocupado e sob a responsabilidade de um servidor do Poder Judiciário, que foi conduzido para delegacia.

A ação foi batizada de Operação Snake. No local, havia um aviso na caixa da cobra com a frase: "Não mexa, não abra, não troque de lugar, não trisque, não esbarre. Acidentes acontecem, por isso, mantenha distância". A espécie, uma jiboia arco-íris, é autorizada em território nacional.

Polícia realiza operação em apartamento de estudante

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