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Dólar cai a R$ 5,086, menor valor desde 26 de março; Bolsa sobe 2,15%

do UOL

Do UOL, em São Paulo

03/06/2020 17h20

O dólar comercial fechou em queda de 2,38%, vendido a R$ 5,086, menor valor desde 26 de março (R$ 4,996).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 2,15%, a 93.002,14 pontos, maior nível desde 6 de março (97.996,77 pontos).

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Recuperação econômica

O dia mais uma vez foi marcado pelo otimismo de investidores com a recuperação econômica global.

Segundo Flávio Serrano, economista-chefe do banco Haintong, as oscilações desta quarta-feira refletem o "movimento de redução da aversão a risco no mundo e no Brasil. Nos últimos dias, os dados econômicos têm sido positivos, com sinais de retomada das atividades no exterior".

Há um sentimento de que o pior da crise possa ter passado, com tendência de melhoras na economia global daqui para frente, disse Serrano.

Dados econômicos da China desta quarta-feira mostraram uma recuperação no setor de serviços em maio, enquanto números da zona do euro indicaram que o pior da crise na União Europeia ficou para trás, o que fortalecia as apostas numa retomada econômica nas principais potências mundiais.

Além disso, nos Estados Unidos, o setor privado fechou bem menos vagas de trabalho do que o esperado em maio. Empregadores demitiram 2,76 milhões de trabalhadores, contra expectativa de 9 milhões de perdas de emprego.

Analistas ainda têm cautela

Apesar da queda expressiva do dólar —que já perdeu muito terreno desde que ficou a poucos centavos de superar R$ 6 no mês passado—, analistas não descartam a possibilidade de volatilidade daqui para frente diante das tensões políticas no Brasil, entre o Executivo e o Judiciário, e nos EUA, em meio a protestos contra o racismo e a violência policial.

Há algumas semanas, em razão do cenário de juros baixos e incertezas políticas e econômicas, a expectativa de boa parte dos mercados era de que o dólar iria superar os R$ 6.

Agora, entre os analistas, uma recuperação definitiva do real é incerta. Para Flávio Serrano, a moeda está voltando ao patamar em que deveria estar, mas citou a imprevisibilidade dos mercados, destacando riscos negativos como a possibilidade de uma segunda onda de contaminações por covid-19.

Intervenção do BC

Neste pregão, o Banco Central anunciou leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021.

(Com Reuters)

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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