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Nabil al-Quaety, cinegrafista colaborador da AFP é assassinado no Iêmen

02/06/2020 15h24

Dubai, 2 Jun 2020 (AFP) - Nabil al-Quaety, cinegrafista iemenita colaborador da AFP, foi assassinado nesta terça-feira (2) por homens armados em frente à sua casa em Adén, no sul do Iêmen.

"Indivíduos armados não identificados" dispararam contra Nabil al-Quaety, que se encontrava em seu carro saindo de casa, disse à AFP uma fonte de segurança local em Adén, acrescentando que os "assassinos conseguiram escapar".

O cinegrafista de 34 anos, que também trabalhava para a mídia regional, colaborava com a AFP desde 2015, quando uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita se juntou às forças do governo no Iêmen, para combater os rebeldes xiitas huthis.

O vice-ministro da Informação iemenita, Najib Ghallab, condenou o assassinato de Al-Quaety, destacando que constituía "um ataque à imprensa do Iêmen", e refletia "os fracassos e erros de todas as partes no conflito".

"Parece que sua importante atividade nos últimos tempos como jornalista provocou a ira de certos movimentos extremistas", acrescentou em uma declaração à AFP.

Por sua vez, o ministro exigiu uma investigação "transparente" e pediu cooperação tanto ao governo quanto ao Movimento Separatista do Sul (STC), que recentemente assumiu o controle de Adén.

Este último também condenou o assassinato. "Com grande tristeza e dor, o STC lamenta (...) pelo fotógrafo Al-Quaety (assassinado) em uma operação terrorista", afirmou o movimento, que também pediu uma investigação "transparente".

"Estamos chocados com esse assassinato insensato de um jornalista valente, que fazia seu trabalho apesar das ameaças e intimidações" contra ele, lamentou Phil Chetwynd, diretor de Informação da AFP.

"Com seu trabalho para a AFP durante os últimos cinco anos, Nabil contribuiu para mostrar ao mundo o horror do conflito no Iêmen".

"Os pensamentos de todos na AFP hoje estão com sua esposa e filhos", acrescentou.

Pai de três filhos, Nabil al-Quaety, cuja esposa está grávida, escapou por pouco da morte no início de 2019 em um ataque de drones por rebeldes houthis contra a base aérea de Al-Anad, na província de Lahj (sul).

Em 2016, sua cobertura da batalha de Adén, cidade do sul do Iêmen transformada em capital provisória após a tomada por parte dos houthis de Saná, lhe tornou finalista do prêmio Rory Peck para jornalistas independentes.

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