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Metade da humanidade é chamada ao confinamento pelo novo coronavírus

Rio de Janeiro durante a quarentena do novo coronavírus - Buda Mendes/Getty Images
Rio de Janeiro durante a quarentena do novo coronavírus Imagem: Buda Mendes/Getty Images

02/04/2020 13h28

Mais de 3,9 bilhões de pessoas, metade da população mundial, já foram convidadas ou forçadas a ficarem em casa para combater a disseminação do novo coronavírus, segundo balanço estabelecido pela AFP hoje.

Na forma de confinamentos obrigatórios ou recomendados, toque de recolher ou quarentena, essas medidas afetam mais de 90 países ou territórios.

A implementação do toque de recolher na Tailândia foi a medida que levou o isolamento social a atingir o limiar de 50% da humanidade.

Pelo menos 2,7 bilhões de habitantes em 49 países e territórios foram obrigados a se confinarem.

Nenhuma região do mundo é poupada: Europa (Itália, Espanha, França, Reino Unido), Ásia (Índia, Nepal, Sri Lanka), Oriente Médio (Iraque, Jordânia, Líbano, Israel), África (África do Sul, Marrocos, Madagascar), Américas (Colômbia, Argentina, Peru e grande parte dos Estados Unidos) e Oceania (Nova Zelândia).

A Eritreia é o último país a se juntar à lista.

Na maioria dos casos, as pessoas podem deixar suas casas para ir ao trabalho, fazer compras de produtos básicos ou ir ao médico.

Outros territórios (pelo menos dez, com 600 milhões de habitantes) pedem que seus cidadãos fiquem em casa, mas não os obrigam a fazê-lo. É o caso do México, dos principais estados do Brasil, assim como de Irã, Alemanha, Uganda e Canadá.

Pelo menos outras 26 nações ou territórios (cerca de 500 milhões de habitantes) impuseram toque de recolher.

É algo que tem sido visto em muitos países da América Latina, como Chile, Guatemala, Equador, República Dominicana, Panamá e Porto Rico, mas também na África (Egito, Quênia, Costa do Marfim, Burkina Faso, Mali, Senegal, Serra Leoa, Mauritânia e Gabão).

Da mesma forma, pelo menos sete países colocaram em quarentena suas principais cidades e proibiram entradas e saídas. É o caso de Kinshasa, Riade, Helsinque, entre outras.

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