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Ultranacionalistas atacam parada gay em cidade da Polônia

20.jul.2019 - Policiais disparam gás lacrimogêneo para dispersar ultranacionalistas que tentaram bloquear a primeira Parada Gay realizada em Bialystok, no leste da Polônia - Jerzy Baliski/AFP
20.jul.2019 - Policiais disparam gás lacrimogêneo para dispersar ultranacionalistas que tentaram bloquear a primeira Parada Gay realizada em Bialystok, no leste da Polônia Imagem: Jerzy Baliski/AFP

Em Varsóvia

20/07/2019 17h00

Um desfile para celebrar o orgulho gay, organizado pela primeira vez em Bialystok, cidade do leste da Polônia, foi atacado hoje por ultranacionalistas. A ação acontece em um contexto homofóbico relacionado às eleições legislativas marcadas para outono.

Cerca de quinze pessoas foram presas, segundo a polícia.

Em um momento de grande campanha contra a "ideologia LGBT" - um dos principais temas das próximas eleições - neste país católico, aproximadamente 800 participantes, segundo a polícia, cruzaram o centro de Bialystok pela primeira vez na história, rodeados por muitos policiais.

Os manifestantes levantavam bandeiras com as cores do arco-íris e com dizeres como "O amor não é um pecado" e "Igualdade dos sexos".

Grupos de torcedores de futebol de todo o país pararam a marcha em várias ocasiões, obrigando a polícia a intervir.

Segundo testemunhas, alguns "hooligans" usavam camisetas com símbolos ultranacionalistas e outros gritavam "Não à sodomia em Bialystok!".

Os "hooligans" se lançaram contra os manifestantes e os policiais, com fogos de artifício, pedras e garrafas, segundo um porta-voz da polícia.

A marcha foi muito criticada pelas mídias católicas e nacionalistas, que organizaram cerca de 40 atos em Bialystok, entre elas um piquenique familiar idealizado pelo prefeito, integrante do partido conservador Direito e Justiça.

As últimas pesquisas sugerem que o PiS poderá continuar no poder no país após as eleições de outubro.

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