PUBLICIDADE
Topo
Notícias

Notícias

Empresas americanas na Argentina questionam congelamento de preços

Empresas americanas que têm operações na Argentina questionarama recente decisão do governo de Alberto Fernández de retroagir os preços de alimentos e outros produtos de consumo em massa - Ricardo Ceppi/Getty Images
Empresas americanas que têm operações na Argentina questionarama recente decisão do governo de Alberto Fernández de retroagir os preços de alimentos e outros produtos de consumo em massa Imagem: Ricardo Ceppi/Getty Images

26/10/2021 05h29Atualizada em 26/10/2021 16h35

Empresas americanas que têm operações na Argentina questionaram nesta segunda-feira a recente decisão do governo de Alberto Fernández de retroagir os preços de alimentos e outros produtos de consumo em massa ao patamar de 1º de outubro e congelá-los por três meses.

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos na Argentina (AmCham) expressou em um comunicado sua "preocupação com receitas artificiais para o controle da escalada da inflação".

Na terça-feira da semana passada, o Ministério do Comércio Interior da Argentina, após chegar a um consenso parcial com os produtores de alimentos, decidiu congelar os preços de 1.500 produtos de consumo em massa por três meses, a fim de conter a inflação, um dos principais problemas macroeconômicos do país.

De acordo com os últimos dados oficiais disponíveis, a inflação persistentemente alta da Argentina aumentou 52,5% em setembro em relação ao mesmo mês no ano anterior e acumulou um avanço de 37% nos primeiros nove meses de 2021.

Para as empresas americanas, a medida adotada na semana passada não ajuda na luta contra a inflação, mas, pelo contrário, pode se tornar uma "bomba relógio" que provoque "um nível de preços mais alto quando a medida terminar".

As empresas disseram que suas propostas não foram levadas em consideração no diálogo da semana passada com o Ministério do Comércio Interior e criticaram "a falta de vontade por parte das autoridades de fazer um acordo equitativo que seja apropriado à realidade das empresas".

"A AmCham tem repetidamente apontado os riscos apresentados por tais políticas: elas tornam impossível criar novos empregos, limitar novos investimentos e criar um ambiente regulatório hostil, restritivo e imprevisível", diz o comunicado.

Notícias