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Trump não reconhece derrota, mas autoriza início de transição

24/11/2020 08h33

WASHINGTON, 24 NOV (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou na noite desta segunda-feira (23) que a responsável pela Administração dos Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês), Emily Murphy, "faça o que precisa ser feito" para a transição de poder para o democrata Joe Biden.   

Agradecendo o trabalho e "a lealdade ao país" de Murphy, Trump afirmou que a representante foi "assediada, ameaçada e abusada - e eu não quero ver isso acontecer com ela, com a família dela, ou com empregados da GSA".   

"Nosso caso continua fortemente, vamos continuar com a boa briga, e acredito que vamos triunfar. Entretanto, considerando os melhores interesses do país, estou pedindo que Emily e sua equipe façam o que precisa ser feito no que tange aos protocolos iniciais, e pedi à minha equipe que faça o mesmo", escreveu em sua conta no Twitter.   

Trump voltou a chamar as eleições de "mais corruptas na história" norte-americana, sem apresentar provas. A decisão do atual mandatário veio horas depois do estado do Michigan certificar a vitória de Biden nas eleições locais, em uma derrota importante para o republicano após perder também na Geórgia.   

Em uma carta enviada a Biden e republicada nas redes sociais, Murphy afirmou que não havia iniciado o processo de transição ainda por decisão própria. "Para ser transparente, não recebi nenhuma orientação para postergar minha decisão. [...] Mesmo diante de tantas ameaças, mantive o compromisso com a lei", afirmou no documento oficial.   

No longo documento, a chefe da GSA ainda atacou a imprensa - que recentemente noticiou que ela não estava liberando o início do processo por pressão de Trump - e informou os montantes financeiros que estarão à disposição dos democratas para fazer o processo de transição.   

Após o anúncio, a campanha de Biden afirmou que "a decisão de hoje é um passo necessário para começar a agir diante dos desafios que nosso país enfrenta", citando a crise sanitária provocada pela Covid-19 - para a qual o democrata já até criou um comitê de especialistas.   

Essa foi a primeira vez em 20 anos que a GSA se negou a iniciar o processo de transição assim que os resultados apontavam um vencedor. Na outra ocasião, em 2000, no entanto, havia uma disputa já na Suprema Corte por conta de uma recontagem na Flórida. Neste ano, a equipe de Trump já perdeu mais de 30 ações legais em que denuncia fraudes por falta de provas.   

A GSA é a responsável pelo gerenciamento de todos os prédios federais e tem a missão de assinar os documentos oficiais que permitem o acesso tanto aos funcionários do governo como às salas em prédios para reuniões.   

Mesmo sem a autorização formal, a equipe de transição de Biden já estava trabalhando de maneira externa, com o presidente eleito já indicando inclusive nomes importantes, como o seu novo secretário de Estado, Antony Blinken, seu conselheiro sênior para a Segurança Nacional, Jake Sullivan, e um enviado especial para o Clima, o ex-secretário de Estado John Kerry. (ANSA).   

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