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Carros seminovos: como garantir que veículo comprado está com tudo em dia

Thais Roland

Thais Roland é técnica em Manutenção Automotiva e apaixonada pela graxa. Com seu canal no YouTube 'Coisa de Meninos Nada', busca informar, orientar e dar suporte em relação a dúvidas e neuras sobre o mundo dos carros

do UOL

Colunista do UOL

22/09/2020 04h00

Comprar um carro seminovo, usado ou antigo sempre gera várias questões. Uma delas é saber o histórico dos cuidados com o veículo e o que fazer a partir do momento em que ele se torna nosso. Um seguidor da coluna enviou uma dúvida sobre essa questão, relacionada ao óleo de câmbio, mas podemos aproveitar o assunto para abordar um pouco mais que isso.

O mundo perfeito seria comprarmos um carro seminovo de alguém que conhecemos e que sabe que era preciosista em relação às manutenções, mas nem sempre isso é possível e acabamos caindo em uma loja ou sites de revenda de carros.

Ainda que você compre o carro de uma loja e veja que no manual do proprietário constam todas as revisões na concessionária, ainda não tem como saber se a loja continuou cuidando bem do carro nessa transição do dono antigo para você.

Uma coisa é olhar o filtro de óleo, por exemplo, ver a marca e identificar se é de qualidade ou não. Outra é descobrir se o óleo de motor é de boa qualidade, se segue as especificações do fabricante e tudo mais.

Na dúvida, o melhor é garantir fazendo a revisão do carro assim que ele passa para você. Ainda que olhe a etiqueta de troca de óleo e veja que foi trocado recentemente e rodou super pouco por estar na loja, vale a pena adiantar a troca para ter certeza da qualidade e especificação do produto.

O mesmo vale para os filtros, aditivo de radiador e fluido de freio. E também não custa já olhar as condições de pastilhas, discos e correia dentada, itens de uma revisão básica.

Alguns itens são mais tranquilos, mas tudo depende de uma análise. No caso do leitor que me fez a pergunta, a preocupação dele era com o óleo do câmbio automático do carro que ele havia comprado.

Como o carro ainda não chegou na quilometragem de troca desse óleo, recomendei que ele não mexesse. Mas isso porque é um sistema em que poucas pessoas mexem mesmo, menos até do que deveriam.

Em geral, as pessoas só fazem alguma coisa no câmbio automático quando ele dá problema e requer uma manutenção que exija a troca do óleo. Então recomendei que ele esperasse o prazo de troca sugerido pelo fabricante.

Agora, todo o resto, todos os itens referentes às manutenções de rotina, esses sim valem a pena fazer assim que pegamos um carro de outras mãos. É a única garantia de que, a partir de agora, tudo estará como deveria e não teremos com o que nos preocupar.

E você? Já teve problemas com carros de segunda (ou terceira, quarta.....) mão? Conte para mim nos comentários e deixe também sua dúvida ou sugestão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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