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Seis mil refugiados já estão em novo campo na ilha grega de Lesbos

18/09/2020 10h24

Atenas, 18 Set 2020 (AFP) - Cerca de 6.000 dos 13.000 refugiados que ficaram desabrigados após o incêndio devastador no campo de Moria, na ilha de Lesbos, já estão instalados no novo acampamento habilitado e entre eles há 157 casos positivos de coronavírus, disseram as autoridades gregas nesta sexta-feira (18).

Um total de "6.000 pessoas entraram no campo, entre elas há 157 casos positivos" de covid-19, disse Alexandros Ragavas, porta-voz do ministério grego das Migrações.

Desde o incêndio ocorrido na noite de 8 para 9 de setembro, esses milhares de migrantes, que viviam em deploráveis condições de higiene e segurança em Moria, se viram ao ar livre e passaram a dormir nas estradas, nos estacionamentos ou mesmo no cemitério da ilha.

Muitos deles estavam relutantes em entrar no novo campo porque temiam ficar presos no local por um longo tempo sem que sua situação legal progredisse.

Mas as ameaças da polícia e das autoridades, que os advertiram de que não processariam seus pedidos de asilo se não entrassem no novo campo, fizeram com que milhares de pessoas aceitassem.

Após sua chegada, todos os refugiados são submetidos a um teste de diagnóstico para verificar se estão infectados com o novo coronavírus. Se for esse o caso, são isolados em uma zona de quarentena.

Este novo acampamento terá capacidade para acomodar entre 8.000 e 10.000 pessoas.

Em nota, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) lembrou nesta sexta-feira que este campo era uma "solução provisória" e destacou que a permanência desses migrantes em Lesbos não deve ser perpetuada.

Paralelamente, Moria, descrito por muitas ONGs como "a vergonha da Europa", será demolido em breve.

As poucas pessoas que permaneceram entre suas ruínas foram evacuadas nesta sexta-feira.

cbo/chv/pz/bl/es/mr

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