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Onda de calor na Europa complica prevenção do coronavírus, que continua devastando o Brasil

Banhistas frequentam praia em Oostende, na Bélgica - 8.ago.2020 - Eric Lalmand/AFP
Banhistas frequentam praia em Oostende, na Bélgica Imagem: 8.ago.2020 - Eric Lalmand/AFP

No Rio

09/08/2020 11h21Atualizada em 10/08/2020 13h27

A onda de calor que sacode a Europa e que leva os moradores às praias põe à prova a prevenção contra surtos de coronavírus no Velho Continente, enquanto o Brasil ultrapassou os 100 mil mortos por COVID-19 e os Estados Unidos atingiram 5 milhões de contágios.

Com temperaturas superiores a 35ºC na maior parte do continente e surtos aumentando perigosamente como na Espanha, as autoridades europeias tentam impor medidas de distanciamento e o uso de máscara para conter a propagação.

Com mais de 213.000 mortos, de acordo com um balanço da AFP com base em fontes oficiais, a Europa é o segundo continente mais afetado pela pandemia, atrás apenas da América Latina e Caribe, onde as mortes ultrapassam 218.345.

O Brasil superou no sábado 100 mil mortes e se consolida como o segundo país mais afetado, atrás dos Estados Unidos (162.435 mortes) e à frente do México (52.006), Reino Unido (46.566) e Índia (43.379).

Só no sábado, 6.045 novas mortes e 278.509 infecções foram registradas no mundo. Os Estados Unidos, com 1.329, Brasil (905) e Índia (861), encabeçam esta lista sinistra.

E neste domingo, os Estados Unidos ultrapassaram a barreira de 5 milhões de infecções por coronavírus, de acordo com contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins.

Na Europa, que em maio deixou para trás o confinamento na maioria dos países, os surtos reapareceram a partir de julho, obrigando a adoção de novas restrições em pleno verão, dada a relutância de parte de seus habitantes, em particular os mais jovens, e em detrimento de uma economia abalada que em muitos dos países mais afetados é altamente dependente do turismo.

Proibição de turistas nas praias da Bélgica

Diversas cidades e balneários da Bélgica, localizados na costa flamenga, anunciaram neste domingo a proibição de "turistas de um dia".

A medida, adotada nas cidades de Knokke-Heist e Blankenberge, surge após confrontos no sábado entre turistas e a prisão de veranistas em uma dessas cidades.

Em Blankenberge, um grupo de jovens foi convidado a deixar a praia por se recusar a respeitar as medidas de distanciamento. Essa disputa entre veranistas virou briga quando a polícia chegou, que foi atacada com guarda-sóis, segundo vídeos postados nas redes sociais.

No Reino Unido e na Alemanha, o litoral também está lotado e as autoridades alemãs tiveram que exigir o fechamento de lagos e algumas praias do norte do país devido à impossibilidade de respeitar as medidas de segurança.

Cerca de 5.000 pessoas se manifestaram em Viena no sábado para exigir o levantamento das restrições devido à crise de saúde e mais ajuda do governo a bares e boates.

Desde o final de julho, o uso da máscara é obrigatório em espaços públicos fechados em grande parte dos países do Velho Continente.

A partir de segunda-feira, será obrigatório em algumas das áreas mais movimentadas de Paris, como o cais do Sena ou a zona turística de Montmartre.

Ajudas por decreto nos EUA

A COVID-19 causou pelo menos 727.288 mortes no mundo desde o seu surgimento no final de 2019 na China, segundo a Organização Mundial de Saúde, e o número de infectados se aproxima de 20 milhões.

Quase um óbito em cada dois ocorreu na última semana na América Latina, que não é apenas a região com os maiores índices de mortalidade, mas com o maior número de diagnósticos positivos, com mais de 5,5 milhões.

A pandemia acentuou as desigualdades sociais no Brasil, causando estragos entre os moradores das favelas.

A ONG Rio de Paz organizou no sábado, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, uma homenagem às vítimas do vírus no Brasil com o lançamento de cerca de 1.000 balões vermelhos e 100 cruzes na areia.

O impacto econômico da pandemia também está sendo sentido na América Latina, onde, por exemplo, quase 700.000 empregos foram destruídos no Equador.

Nos Estados Unidos, que também sofre forte repercussão econômica, o presidente Donald Trump decidiu agir por decreto diante da paralisação das negociações entre o Congresso e a Casa Branca para desenvolver um plano de reconstrução econômica.

O líder republicano assinou quatro decretos para reduzir os impostos sobre os trabalhadores, estender uma ajuda semanal de US$ 400 aos desempregados, adiar o pagamento de empréstimos estudantis e proteger os inquilinos ameaçados de despejos.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o último parágrafo, o novo auxílio decretado por Donald Trump é de US$ 400, e não 400 euros. A informação foi corrigida.

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