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Bebê de 4 dias está entre os feridos em Beirute; "a casa explodiu", diz mãe

Nelly e George Ajoury, em entrevista à rede britânica SkyNews, acompanham a filha de apenas 4 dias no hospital. Ela ficou ferida durante a explosão em Beirute. - Reprodução/Sky News
Nelly e George Ajoury, em entrevista à rede britânica SkyNews, acompanham a filha de apenas 4 dias no hospital. Ela ficou ferida durante a explosão em Beirute. Imagem: Reprodução/Sky News
do UOL

Do UOL, em São Paulo

06/08/2020 10h21

As explosões na área portuária de Beirute na última terça-feira mudaram em segundos a vida do casal George e Nelly Ajoury. A filha deles, de apenas quatro dias, ficou ferida pelos destroços e luta para se recuperar na UTI de um hospital da capital libanesa.

"Ela só tem quatro dias", disse emocionado o pai da menina, George Ajoury, em entrevista ao canal britânico SkyNews. "Em segundos nossa vida virou 180 graus. Nós tínhamos nossa casa, nossa família, nossa filha, e agora não temos nada. A casa toda explodiu", disse Nelly.

A mãe conta que estava amamentando a filha em casa quando foram surpreendidas pelas explosões. "Tentei fazer tudo para protegê-la, mas não consegui", disse Nelly, que teve vários ferimentos. Ela quebrou o nariz, fez um corte na testa e tem escoriações pelos braços e perna causados pelos estilhaços de vidro.

A filha do casal está sendo monitorada em uma incubadora enquanto os médicos decidem os próximos passos do tratamento. Ela teve ferimentos na cabeça provocados pelos estilhaços.

A filha do casal Nelly e George Ajoury, de quatro dias, é monitorada pelos médicos em Beirute. Ela ficou ferida pelos estilhaços devido às explosões na cidade  - Reprodução/SkyNews - Reprodução/SkyNews
A filha do casal Nelly e George Ajoury, de quatro dias, é monitorada pelos médicos em Beirute. Ela ficou ferida pelos estilhaços devido às explosões na cidade
Imagem: Reprodução/SkyNews

Os pais temem que ela precise operar para aliviar a pressão no cérebro causada por inchaço e sangramento. "Só esperamos que ela esteja bem. Nós só queremos que ela fique bem. Não vamos embora sem ela", repetiu a mãe na entrevista.

O governo do Líbano deu prazo de quatro dias para que as autoridades apresentem os primeiros resultados da investigação sobre as causas da tragédia. As explosões, provocadas segundo as autoridades por um incêndio em um depósito que armazenava uma grande quantidade de nitrato de amônio no porto de Beirute, mataram mais de 100 pessoas e deixaram pelo menos 5.000 feridos. O número de desabrigados na capital libanesa é de quase 300 mil.

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