PUBLICIDADE
Topo

Notícias

Lixo espacial poderá ser observado de dia, segundo estudo

04/08/2020 14h39

Paris, 4 Ago 2020 (AFP) - Um grupo de cientistas descobriu uma maneira de detectar em plena luz do dia detritos espaciais que ameaçam satélites ativos, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira na Nature Communications.

Desde 1957, quase 9.000 satélites e 23.000 outros objetos medindo mais de dez centímetros foram colocados em órbita, segundo dados do Exército dos EUA, gravitando em torno da Terra a mais de 20.000 km/h.

A essa velocidade, uma colisão pode destruir um satélite ativo e, por sua vez, criar mais detritos espaciais.

Esses restos provêm principalmente de pedaços de foguetes e de dois eventos específicos: a destruição pela China de um de seus satélites com um míssil em 2007 e a colisão entre um satélite militar russo e um satélite de comunicações em 2009.

Até agora, era possível observar detritos espaciais das estações de observação óptica, mas apenas por algumas horas no crepúsculo, quando a estação localizada na Terra está no escuro, mas os restos ainda são iluminados pelo sol.

Agora, uma equipe de pesquisadores sediados na Áustria anunciou que conseguiu estender esse período de observação usando um telescópio, um detector e um filtro para aumentar o contraste entre os objetos e o céu.

De acordo com o estudo, graças a essa nova técnica, ainda em fase experimental, seria possível monitorar os detritos espaciais por 22 horas por dia, em comparação com as 6 horas atualmente.

Michael Steindorfer, do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Austríaca de Ciências, co-autor do estudo, disse à AFP que isso "contribuiria significativamente para futuras missões de remoção de detritos espaciais ou melhoraria as previsões orbitais em caso de alerta de colisão".

pg/lc/may/LyS/pc/mb/mr

Notícias