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Mike Pompeo condena decisão da China de impedir trabalho de jornalistas

19/02/2020 20h49

Washington, 19 fev (EFE).- O secretário de Estados dos Estados Unidos, Mike Pompeo, condenou nesta quarta-feira a decisão da China de revogar a licença de trabalho de três profissionais do jornal americano "The Wall Street Journal", sob a alegação de terem escrito um artigo considerado depreciativo e racista.

No último dia 3, o veículo publicou um texto de opinião sobre a resposta das autoridades locais à epidemia do novo coronavírus, que recebeu o título de "China, o verdadeiro doente da Ásia".

"Os EUA condena a expulsão por parte da China de três correspondentes estrangeiros do 'The Wall Street Journal'", afirmou o chefe da diplomacia americana.

A decisão chinesa foi tomada horas depois que Pompeo anunciou restrições para cinco veículos de comunicação, por considerar que fazem propaganda do Partido Comunista Chinês.

Segundo o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do país, Geng Shuang, o artigo do "The Wall Street Journal" "provocou grande indignação entre a população chinesa, assim como a condenação generalizada da comunidade internacional".

A expressão "O doente da Ásia" foi utilizada de forma depreciativa no fim do século 19 e princípio do 20, para se referir à China, então castigada por divisões internas e tentativas de colonização das potências ocidentais, que obrigaram a assinatura de uma série de tratados para obter concessões comerciais.

Hoje, Pompeo afirmou que os países devem ter responsabilidade de entender que a imprensa livre informa fatos e expressa opiniões.

"A resposta correta é apresentar argumentos contrários, não restringir o discurso. Os EUA esperam que o povo chinês disfrute do mesmo acesso à liberdade de expressão e do mesmo acesso da informação precisa que contam os americanos", afirmou. EFE

bpm/bg

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