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Papa viaja para Tailândia e Japão, onde condenará armas nucleares

19/11/2019 16h10

Roma, 19 Nov 2019 (AFP) - O papa Francisco partiu, nesta terça-feira (19), rumo à Tailândia, primeira etapa de sua 32ª viagem internacional que inclui Japão e ao longo da qual defenderá o diálogo inter-religioso e o desarmamento nuclear.

O avião decolou de Roma às 19h locais (15h em Brasília) e deve aterrissar na quarta-feira, em Bangcoc, em torno do meio-dia local (2h em Brasília), após 11 horas de voo.

O primeiro papa jesuíta da história viaja para dois territórios evangelizados por missionários da Companhia de Jesus em meados do século XVI e com minorias católicas. No primeiro, a maioria é budista e, no segundo, xintoísta.

O papa percorrerá 27.200 quilômetros e pronunciará 18 discursos e homilias, todos em espanhol, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé.

Esta será sua quarta viagem ao continente asiático, após ter visitado a Coreia, em 2014; Sri Lanka e Filipinas, em 2015; e Mianmar e Bangladsh, em 2017.

Com esta viagem, Francisco totaliza 51 países visitados desde o início de seu pontificado, afirmou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Na aeronave, o papa enviará telegramas para as autoridades dos territórios por onde sobrevoará, entre eles Hong Kong, Taiwan e China.

Durante sua estada na capital tailandesa, Bangcoc, o pontífice estará acompanhado de sua prima Ana Rosa Sivori, missionária na Tailândia por mais de 50 anos. Ela será sua intérprete.

Francisco, de 82 anos, chega amanhã, mas o programa de visitas começará apenas no dia seguinte, quinta-feira, para que possa repousar.

Antes de sua partida, o papa elogiou a natureza "multiétnica" da Tailândia, considerada exemplo para toda região e afirmou que pretende promover o diálogo entre as religiões, buscando "fortalecer os laços de amizade" com os budistas.

Na quinta-feira, dia 20, ele vai-se reunir com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, e outras autoridades, assim como com importantes líderes de outras religiões, como o patriarca supremo da ordem dos monges budistas, Somdej Phra Maha Muneewong.

Como costuma fazer durante suas viagens, ele vai celebrar uma missa em um estádio para a comunidade católica, que representa 0,59% em um país de quase 66 milhões de habitantes.

No sábado, dia 23, o pontífice segue para o Japão, um país que desejava conhecer desde a época em que era um jovem seminarista.

O ápice da visita será no domingo, dia dedicado a Nagasaki e a Hiroshima, as duas cidades atacadas há 74 anos com bombas atômicas americanas e que causaram a morte de 74.000 e 140.000 pessoas, respectivamente.

Nestas cidades, símbolos do horror da guerra, o papa argentino prestará uma comovente homenagem às vítimas dos primeiros e únicos ataques atômicos da história e suplicará ao mundo pela eliminação total das armas nucleares.

"Usar armas nucleares é imoral", clamou o papa antes de embarcar.

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