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Famílias ricas buscam maior retorno em exploração madeireira

Lananh Nguyen

2019-06-17T16:00:31

17/06/2019 16h00

(Bloomberg) -- Tom Crowder passou grande parte de sua carreira de dois anos na NFL fugindo de homens que pesavam mais de 130 quilos. E hoje? O ex-jogador de futebol americano se preocupa com ursos e cobras. Como vice-presidente sênior do Bank of America, Crowder passa a maior parte do tempo na selva, desde florestas verdes em New England às zonas úmidas nas Carolinas do Norte e do Sul, investigando ativos madeireiros dos Estados Unidos para investidores com patrimônio líquido de pelo menos US$ 100 milhões e um mínimo de US$ 10 milhões para investir.

"As árvores não se movem tão rápido quanto os 'linebackers' do Pro Bowl", disse Crowder em recente viagem à fazenda madeireira de um cliente na Carolina do Sul, com vista para o rio Waccamaw, que é coberto de crocodilos. Em meio a tartarugas selvagens e perus, o executivo conta em um piquenique sua experiência como receptor e jogador da defesa do Dallas Cowboys. Depois de uma mandíbula quebrada e uma cirurgia de emergência, Crowder está feliz por voltar às suas raízes como parte da terceira geração de uma família de silvicultores.

Crowder faz parte dos mais de 200 especialistas do grupo de gestão de ativos especiais do Bank of America, o SAM, que administra mais de 94 mil ativos avaliados em US$ 13,6 bilhões para pessoas físicas e instituições. Esses clientes estão em busca de áreas de extração de madeira, fazendas, ranchos, ativos de energia ou propriedades, os chamados investimentos alternativos que podem diversificar carteiras formadas principalmente por ações e títulos e que possam fornecer proteção contra a inflação.

Os retornos para florestas destinadas à extração de madeira totalizaram 3,2% em 2018, comparados a 2,4% este ano, de acordo com um índice do Conselho Nacional de Fiduciários de Investimento Imobiliário.

John Kelley, executivo nacional da SAM, diz que "temas de longo prazo" vendem. O declínio da terra arável e a crescente demanda global por alimentos, por exemplo, são razões para investir em terras agrícolas. "As pessoas têm que comer, e o que acreditamos sobre a natureza intrínseca desses ativos é que eles têm um valor real e persistem com o tempo", diz.

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