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Os principais projetos na agenda do Congresso dos EUA nesta semana

27/09/2021 21h00

Washington, 27 Set 2021 (AFP) - O Congresso dos Estados Unidos se prepara para passar várias longas noites em plenário nesta semana, diante de prazos e debates cruciais para determinar os níveis de gastos históricos do governo federal.

A lista de tarefas urgentes para os democratas, que controlam a Câmara e o Senado, inclui impedir a paralisação do governo federal por falta de financiamento, evitar um calote de crédito catastrófico e garantir a complicada aprovação de dois projetos gigantescos de lei orçamentária.

- Paralisação do governo -O Congresso tem até meia-noite de quinta-feira para aprovar um novo orçamento federal se quiser evitar um corte repentino de financiamento.

A paralisação dos serviços federais, conhecida como "shutdown" do governo, regularmente perturba a vida política americana.

Desta vez, tanto democratas quanto republicanos concordam que a paralisação deve ser evitada. Mas os democratas querem resolver o problema com um projeto de lei que também suspende o teto da dívida do país, algo que os republicanos não apoiarão.

- Teto da dívida -Os Estados Unidos atingirão seu limite de endividamento em menos de um mês, uma catástrofe que significaria um primeiro 'default' da dívida americana, o que afundaria a economia do país e do mundo.

Para evitar isso, o Congresso deve aprovar uma extensão do teto da dívida.

Mas os republicanos se recusam a aprovar a suspensão do limite da dívida porque, dizem, isso equivaleria a dar ao presidente Joe Biden carta branca por seus planos "irresponsáveis". Nesse cenário, incentivam os democratas a aprovarem o texto somente com os votos de partidários do presidente, que controlam o Congresso.

Os democratas, porém, lembram que o processo costuma ser bipartidário, argumentando que ambos os lados devem ser responsabilizados pela suspensão do teto da dívida, especialmente porque cobrirá os gastos já apoiados pelos republicanos durante a presidência de Donald Trump, que deixou o poder em janeiro.

- Obras de infraestrutura -Estradas, pontes, escolas, transporte, mas também internet de alta velocidade: o projeto de Biden de investir US$ 1,2 trilhão, incluindo US$ 550 bilhões em novos gastos, na infraestrutura instável dos Estados Unidos foi aprovado no início de agosto pelo Senado.

Na época, um terço dos senadores republicanos votou junto com os democratas para aprovar o projeto.

A votação final está marcada para quinta-feira na Câmara dos Representantes, onde os democratas têm ligeira maioria.

Mas na ala mais à esquerda do Partido Democrata, cerca de 50 legisladores ameaçam votar contra se não obtiverem um compromisso firme até quinta-feira de que os centristas apoiarão a segunda parte dos grandes projetos de Biden: um plano colossal de investimentos em reformas sociais.

- Reformas sociais -Melhor acesso à educação, saúde e creche, mas também investimentos maciços no combate às mudanças climáticas: o chamado "Build Back Better" é a pedra angular do programa do governo Biden, com o qual ele promete transformar os Estados Unidos.

Os republicanos se opõem categoricamente a esse projeto titânico, que custaria a cifra recorde de US$ 3,5 trilhões.

Portanto, os democratas optaram por uma via legislativa que lhes permitirá adotá-la com seus próprios votos. Mas suas maiorias são tão frágeis em ambas as casas que dificilmente podem se dar ao luxo de sofrer com deserções.

Existem atualmente grandes diferenças entre a ala progressista e moderada dentro do partido e ainda pode levar semanas para que os legisladores cheguem a um acordo sobre um projeto de lei final.

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