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Bolsonaro reconhece dificuldade para privatizar, mas diz que governo seguirá insistindo

O presidente da República, Jair Bolsonaro, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em live semanal - Reprodução/Facebook
O presidente da República, Jair Bolsonaro, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em live semanal Imagem: Reprodução/Facebook

Ricardo Brito

Em Brasília

17/09/2020 20h55

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reiterou hoje que não cogita privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal em sua gestão, mas disse que, tirando poucas exceções, o governo pretende repassar a maioria dos serviços para a iniciativa privada.

Em transmissão por redes sociais ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, Bolsonaro disse que tudo aquilo que a iniciativa privada "pode fazer por nós vamos abrir mão", mas reconheceu que qualquer privatização não é fácil.

"No meu governo também, só esses três (Casa da Moeda, BB e Caixa não serão privatizadas), o restante... Não é fácil, qualquer privatização é demorada, não justifica a grande mídia falar que estou segurando, governo está segurando as privatizações", disse.

"Entendemos que tudo aquilo que a iniciativa privada pode fazer, a gente vai abrir mão disso aí, esse é o nosso pensamento", completou.

Apesar das declarações, o ambicioso plano de privatizações do governo patina após mais de um ano e meio de gestão, o que levou, recentemente, o secretário específico para essa área do Ministério da Economia, Sallim Mattar, a pedir demissão.

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