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Justiça suspende atividades não essenciais em Rondonópolis (MT)

Imagem criada por computador do novo coronavírus - NEXU Science Communication
Imagem criada por computador do novo coronavírus Imagem: NEXU Science Communication
do UOL

Do UOL, em São Paulo

09/07/2020 13h48

O TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) determinou ontem a suspensão das atividades não essenciais na cidade de Rondonópolis (MT). A medida acata um pedido do MPF (Ministério Público Federal) e estabelece multa de R$ 10 mil por dia de atraso no cumprimento da decisão judicial.

A ação civil pública foi proposta pelo MPF em 22 de meio, logo depois de a cidade anunciar a flexibilização do isolamento social — de acordo com o pedido — sem nenhum amparo técnico. Na época, o coeficiente de incidência da covid-19 de Rondonópolis estava 72% acima da média do estado do Mato Grosso. Um decreto municipal chegou autorizar que bares, lanchonetes, restaurantes, lojas de conveniência, feiras livres, academias, clubes e shoppings funcionassem.

De acordo com o último boletim epidemiológico apresentado por Rondonópolis, a cidade tem 2.271 casos confirmados e 73 mortes. Além disso, a taxa de ocupação dos leitos de UTIs chegou a 134,2% e aponta para uma sobrecarga no sistema de saúde do município, incluindo entes públicos e privados.

Os dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde informam que o estado do Mato Grosso já registrou 23.835 casos e 882 óbitos. No entanto, o pico da pandemia no estado só deve ser atingido em setembro, segundo nota técnica da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).

Estado x municípios

Na semana passada, em entrevista ao canal GloboNews, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), disse que alguns prefeitos se precipitaram no início da pandemia ao determinarem o fechamento do comércio quando o número de casos era pequeno.

"Lá no início da pandemia, quando nós tivemos o primeiro caso, alguns prefeitos se precipitaram e decretaram paralisação do comércio. Isso causou muito transtorno num momento em que não precisava, porque nós tínhamos apenas um ou dois casos e as UTIs estavam vazias", declarou.

Segundo ele, neste momento em que o distanciamento social é necessário para frear o avanço do vírus, existe uma resistência de alguns prefeitos em adotar as medidas adequadas e da população em seguir as recomendações. "Em função disso, nós lamentamos, mas houve um crescimento [da doença] e, consequentemente, no número de mortes", afirmou.

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