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FHC defende investigação de fake news: "quem não deve não teme"

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil - Sebastián Vivallo Oñate/Agencia Makro/Getty Images
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil Imagem: Sebastián Vivallo Oñate/Agencia Makro/Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

28/05/2020 22h30

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) defendeu hoje o inquérito do STF que apura a produção e disparos de fake news e investiga apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em mensagem publicada no Twitter, o ex-presidente citou fala de Bolsonaro mais cedo, quando o presidente defendeu a "liberdade de expressão" e disse que a democracia está "acima de tudo".

"O presidente disse querer liberdade e democracia. Tomo-o pelas palavras. Coesão para vencer o vírus e recompor a economia. Sem o STF deixar de investigar fake news. Liberdade com respeito a todos, pessoas e instituições. Se não há gabinete do ódio, que se apure. Quem não deve não teme", escreveu FHC.

Bolsonaro hoje criticou fortemente a operação da Polícia Federal realizada ontem, autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que fez busca e apreensão nas casas de apoiadores do governo.

O presidente disse que o inquérito é "inadmissível" e cravou, acompanhado de um palavrão, que a história "acabou".

"As coisas têm limite. Ontem foi o último dia e peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar mais poderosas que outros que se coloquem no seu devido lugar, que respeitamos. E dizer mais: não podemos falar em democracia sem Judiciário independente, Legislativo independente para que possam tomar decisões. Não monocraticamente, mas de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porra!", afirmou Bolsonaro, que classificou a investigação como um atentado à democracia e, por várias vezes, exaltou o princípio de "liberdade", que deve ser defendido "mesmo com o sacrifício da vida".

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