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Número de infecções por coronavírus na China supera o da Sars

Getty Images/Mikhail Solunin
Imagem: Getty Images/Mikhail Solunin
do UOL

Do UOL, em São Paulo

29/01/2020 07h00

O número de infecções pelo coronavírus na China superou o registrado pela epidemia de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no país entre 2002 e 2003, segundo dados oficiais divulgados hoje.

As autoridades de saúde chinesas relataram que há 5.974 casos confirmados da doença e 132 mortes na China continental. Mais de 9 mil casos suspeitos estão sendo monitorados.

O vírus da Sars, também um coronavírus, infectou 5.327 pessoas na China continental e causou 349 mortes no país.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a epidemia de Sars deixou 774 mortos, entre os 8.096 casos registrados em 2002 e 2003, antes de ser controlada.

Como o Sars, o novo vírus que apareceu em Wuhan em dezembro é transmitido entre pessoas e causa sérios problemas respiratórios.

Este vírus, batizado 2019-nCoV, e o vírus da Sars pertencem à mesma família de coronavírus e têm 80% de semelhanças genéticas. Mas 2019-nCoV é menos "forte" e mais contagioso.

Coronavírus liga alerta pelo mundo

Por outro lado, o novo vírus tem um período de incubação de até duas semanas e "o contágio é possível durante o período de incubação", mesmo antes do aparecimento dos sintomas ", que também é muito diferente da Sars", disse Ma Xiaowei, chefe da CNS (Comissão Nacional de Saúde) chinesa.

A mortalidade do novo coronavírus está bem abaixo, embora, de acordo com especialistas, os dados sejam apenas indicativos, porque o número real de pessoas infectadas é desconhecido, pois pacientes com poucos ou nenhum sintoma não foram detectados.

Austrália copia novo coronavírus

Na Austrália, cientistas conseguiram fazer uma cópia do coronavírus que apareceu em dezembro na China, no que descrevem como um passo na luta contra a atual epidemia de pneumonia viral.

O Instituto Melbourne Doherty anunciou hoje que criou, pela primeira vez fora da China, um novo coronavírus a partir da amostra obtida de um paciente infectado.

"Obter o vírus real significa que agora temos a capacidade de validar e verificar todos os nossos testes e comparar reações e sensibilidades", disse um dos diretores do laboratório, Julian Druce.

"É essencial para o diagnóstico", acrescentou.

A China conseguiu rapidamente sequenciar o genoma desse novo coronavírus e publicar os resultados, permitindo que cientistas de todo o mundo desenvolvessem novas ferramentas de diagnóstico.

No entanto, a China não compartilhou o vírus com laboratórios em todo o mundo, o que o instituto australiano fará agora, através da OMS.

De acordo com o vice-diretor do Instituto Doherty, Mike Catton, essa réplica do novo vírus chinês permitirá que os cientistas criem anticorpos para teste, para que seja possível detectar o vírus nos pacientes antes mesmo de desenvolverem os sintomas da doença.

* Com AFP

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