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Surto de dengue deixa 62 mortos no Iêmen em 10 semanas

14/11/2019 17h55

Sanaa, 14 nov (EFE).- Um surto de dengue já provocou pelo menos 62 mortes no Iêmen desde o início de setembro, informou à Agência Efe nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério da Saúde do governo controlado pelos rebeldes houthis, Yusuf al Hadheri.

"Alertamos e declaramos a emergência entre as autoridades encarregadas da Saúde para responder ao surto de dengue após o registro das vítimas", disse Hadheri.

De acordo com o porta-voz, houve um pico da doença em regiões costeiras de sete províncias do Iêmen ao longo das últimas semanas. Essas áreas estão sob controle dos rebeldes houthis, que administram boa parte do território no norte e no oeste do país, incluindo a capital, Sanaa.

Hadheri acrescentou que foram enviadas equipes médicas para as áreas mais afetadas na província de Al Hudeida (oeste) para ajudar a combater a doença, endêmica no Iêmen, onde são habituais este tipo de surtos.

A ministra dos Direitos Humanos do governo houthi, Alia Faisal Abdulatif, pediu para que as organizações internacionais cumpram o dever humanitário de frear a propagação da dengue e evitar "uma catástrofe sanitária", segundo informou a agência de notícias oficial controlada pelos rebeldes, "Saba".

A guerra no Iêmen, que começou em 2014 e aumentou no ano seguinte, tem causado destruição em grande parte da infraestrutura e afetado o sistema de saúde, desde os centros médicos até os funcionários, que convivem com a falta de salários.

O conflito provocou o ressurgimento e a propagação de diversas doenças infecciosas, como a cólera. Para piorar a situação, as organizações humanitárias e órgãos internacionais não têm acesso a muitas partes do país.

Fármacos e outros produtos básicos estão escassos devido ao bloqueio imposto sobre o Iêmen pela coalizão militar liderada pela Arábia Saudita. Essa aliança intervém no país desde março de 2015 contra os rebeldes e em apoio ao governo do presidente Abdo Rabu Mansour Hadi, e a participação saudita exacerbou o conflito armado. EFE

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