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Boeing 737-8 MAX deve voltar a voar no Brasil até fim do ano, diz ministro

Boeing 737 Max 8 - Divulgação
Boeing 737 Max 8 Imagem: Divulgação
do UOL

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

20/08/2019 18h31

Os aviões modelo Boeing 737-8 MAX devem voltar a operar no Brasil até o final do ano, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, hoje à tarde. No Brasil, a Gol Linhas Aéreas é a única empresa a utilizar este tipo de aeronave.

Após dois acidentes com os modelos da aeronave - da Lion Air, em outubro de 2018, e o da Ethiopan Airlines, em março deste ano - o 737-8 MAX teve as operações suspensas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no mesmo mês. Outros países tomaram atitude semelhante.

A Boeing está atualizando o software apontado como possível causa dos acidentes, mas ainda não concluiu o trabalho. Outras medidas para reforçar a segurança incluem mais treinamentos para os pilotos que lidam com o equipamento.

O Brasil vai esperar a Boeing se manifestar sobre as mudanças promovidas para melhorar a segurança do avião e deve ser um dos primeiros países a liberar o modelo, informou o ministro.

"Sim, [deve ser liberado] até o final do ano. A Anac estava à frente das agências do mundo, já exigia treinamento específico para esse equipamento. Era uma coisa que, praticamente, o mundo inteiro não exigia. E a Anac acabou aderindo à onda do mundo inteiro [ao suspender as operações]", explicou Freitas.

Abertura de mais voos para Argentina

O ministro também informou que o Brasil negocia com a Argentina a abertura de mais voos entre os dois países.

Ele disse que o acordo que rege a quantidade de voos é antigo e a rota está saturada de passageiros, com mais demanda do que oferta. "Tem muita demanda. Temos um teto hoje que a gente precisa superar", afirmou.

A previsão de Freitas é que o acordo seja atualizado também até o final deste ano.

A Anac ao UOL informou que o acordo em vigor teve início em 1967. Em 2018, segundo dados da agência, foram realizadas 16,1 mil decolagens do Brasil para a Argentina. Até junho deste ano, já foram registradas 7,8 mil decolagens para o país vizinho.

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