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EUA sancionam subdiretor de contrainteligência militar da Venezuela

19/07/2019 15h55

Washington, 19 jul (EFE).- O governo dos Estados Unidos sancionou nesta sexta-feira quatro líderes militares da Venezuela, entre eles o general Rafael Blanco Marrero, atual subdiretor da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), mas que aparentemente foi designado nesta semana como novo diretor do órgão.

Em comunicado, o Departamento do Tesouro dos EUA informou que os outros três militares sancionados são os coronéis Rafael Antonio Franco, ex-diretor de Investigações do DGCIM, e Hannover Guerrero, atual diretor desse departamento, e o major Alexander Granko, chefe da Unidade de Assuntos Especiais da mesma corporação.

"A DGCIM, incluídos estes funcionários, foi acusada de abusos sistemáticos dos direitos humanos e de reprimir os dissidentes", afirmou o governo americano.

Com isso, os quatro militares foram acrescentados à lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) dos EUA.

De acordo com informações locais, Blanco Marrero teria sido promovido esta semana para diretor do órgão para substituir Iván Hernández Dala, mas os EUA ainda se referem a ele como subdiretor.

O secretário do Tesouro americano, Steve Mnuchin, garantiu que os EUA "continuarão responsabilizando as pessoas envolvidas no uso da intimidação e da repressão do regime de (Nicolás) Maduro para atacar e silenciar opositores políticos, civis inocentes e membros das forças armadas".

Mnuchin acrescentou que o governo "utilizará toda sua autoridade para atacar os que ajudaram o regime ilegítimo de Maduro a reprimir a dissidência, a liberdade de expressão e a vontade do povo venezuelano".

Por sua vez, o vice-presidente dos EUA Mike Pence acusou os funcionários venezuelanos de "reprimir e torturar cidadãos inocentes".

As sanções congelam todos os bens que essas pessoas possam ter sob jurisdição americana e também as impedem de realizar transações financeiras com cidadãos e entidades dos EUA.

Contudo, o governo americano destacou que as sanções "não são permanentes" e que "estão destinadas a provocar uma mudança positiva de comportamento" dos militares sancionados. EFE

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