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Corte Constitucional do Equador denuncia ataque hacker com origem na Turquia

2019-04-19T17:31:00

19/04/2019 17h31

Quito, 19 abr (EFE).- A Corte Constitucional do Equador denunciou nesta sexta-feira que seu site sofreu "ataques" de um endereço IP cuja origem é a Turquia, e que ocorreram pouco mais de uma semana depois que Quito retirou seu asilo ao australiano Julian Assange.

Uma busca no Google da página da Corte Constitucional leva à mensagem "Owned For Julian Assange" (Propriedade de Julian Assange) no local no qual normalmente aparece como referência o nome da instituição e, ao tentar ingressar no endereço, surge o alerta de "problemas com o certificado de segurança" do site.

Em comunicado postado na sua conta do Twitter, a Corte Constitucional informou que os ataques ocorrem desde a manhã de quinta-feira.

"O último ataque foi aproximadamente às 4h desta sexta-feira, 19 de abril, e consiste na injeção de um código cujo objetivo é a negação do serviço", afirma a nota.

A Corte ressalta em seu comunicado que, por enquanto, verificam "todas as possíveis falhas de segurança antes de suspender novamente os serviços".

"Toda a informação apresentada no nosso portal é pública e está devidamente respaldada tanto física como digitalmente, e arquivada com absoluta segurança", conclui a nota oficial.

Na segunda-feira passada, o Equador anunciou que buscará assistência internacional para repelir ondas de ataques cibernéticos como os sofreu desde que retirou o asilo de Assange.

Desde 11 de abril, os servidores e páginas equatorianas foram alvo de mais de 40 milhões de ataques, e a suspeita é que tenham sido disparados por grupos e seguidores de Assange, do WikiLeaks e da rede de hackers Anonymous.

Os ataques foram originados principalmente de Brasil, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Romênia, França, Áustria e Reino Unido, mas também do território equatoriano, mas isso não significa que seus autores se encontrem fisicamente nesses países.

Segundo o secretário particular da presidência equatoriana, Juan Sebastián Roldán, os ataques não alcançaram seu objetivo "porque o governo estava preparado".

Os ataques ocorreram depois que Quito retirou o asilo de Assange, que agora está detido em Londres, à espera de uma decisão sobre uma eventual extradição aos Estados Unidos, onde teme ser condenado à prisão por "conspiração para infiltrar-se em computadores" governamentais a fim de obter informação confidencial. EFE

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