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Morre comandante do ELN, a última guerrilha em atividade na Colômbia

28/09/2021 12h37

Um dos principais comandantes do Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ainda em atividade na Colômbia, morreu nesta terça-feira (28) após um bombardeio do Exército. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa colombiano, Diego Molano.

Um dos principais comandantes do Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ainda em atividade na Colômbia, morreu nesta terça-feira (28) após um bombardeio do Exército. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa colombiano, Diego Molano.

Ogli Angel Padilla Romero, vulgo "Fabian", e vários de seus homens foram alvo, em 18 de setembro, de um bombardeio que deixou seis mortos e vários feridos no departamento de Choco (noroeste da Colômbia), na costa do Pacífico do país.

"Ele foi encontrado ferido na segunda-feira (27), escondido sob arbustos, muito perto de onde ocorreu o ataque", disse Molano. "Ele morreu esta manhã, às 5h20 (local) devido aos ferimentos em um hospital de Cali", acrescentou a autoridade.

O comandante "Fabian" liderou a "Frente de Guerra Ocidental" do ELN, um grupo guerrilheiro muito ativo perto da fronteira com a Venezuela. A morte dele é o golpe mais duro para o ELN desde a perda, em outubro de 2020, do Comandante "Uriel", um dos líderes emblemáticos do grupo. Uriel, cujo nome verdadeiro é Andres Vanegas, foi morto, aos 41 anos, durante uma operação do Exército na mesma região de Choco.

Nova geração de guerrilheiros

Fabian, assim como Uriel, incorporou a nova geração dentro do ELN, uma organização nascida em 1964 e liderada por guerrilheiros que agora têm, em média, mais de 60 anos.

Inspirado no revolucionário Ernesto "Che" Guevara, na revolução cubana e na teologia da libertação, o ELN continua sendo a última guerrilha, constituída como tal, ainda ativa no país, desde a assinatura do acordo de paz com os exércitos das Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC), em 2016.

Centenas de dissidentes das FARC, porém, continuam lutando em várias regiões, onde se engajam no tráfico de drogas, mineração ilegal e extorsão, segundo a inteligência militar colombiana. Eles competem por essas receitas lucrativas com o ELN, grupos paramilitares de extrema direita e traficantes de drogas.

Participação em protestos

"Fabian" foi objeto de um mandado de prisão por crimes de rebelião, sequestro e homicídio. Segundo as autoridades, ele também está por trás de ataques à polícia e atos de vandalismo durante os massivos protestos antigovernamentais que abalaram a Colômbia, entre maio e junho, matando cerca de 60 pessoas.

De acordo com o ministro Diego Molano, Fabian foi "responsável pelo recente deslocamento de mais de 4 mil pessoas", após confrontos entre o ELN e o Clan del Golfo, o grupo de narcotraficantes mais poderoso do país.

Recentemente, o governo atribuiu vários ataques mortais direcionados às forças de segurança ao ELN, incluindo a morte de cinco soldados e o sequestro de outros dois, que já foram libertados, na fronteira com a Venezuela.

(Com informações da AFP)

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