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1 mês

Premiê da Itália relança meta de atingir fome zero até 2030

23/09/2021 15h24

ROMA, 23 SET (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, disse nesta quinta-feira (23) que a pandemia de Covid-19 aumentou o número de pessoas na pobreza extrema, elevando a desnutrição no mundo, e fez um apelo para a comunidade internacional atingir a meta de fome zero até 2030.   

A declaração foi feita durante discurso em um vídeo de quatro minutos divulgado na Cúpula dos Sistemas Alimentares da ONU, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.   

"Exorto a comunidade internacional a garantir uma nutrição adequada para todos e a criar cadeias alimentares resilientes, para alcançar o objetivo de fome zero em 2030", apelou o premiê italiano, lembrando da meta que integra a agenda de desenvolvimento sustentável da ONU.   

Segundo Draghi, a "Coalizão Alimentar" que a Itália e a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) promoveram no ano passado tem exatamente o mesmo objetivo. "Queremos iniciar uma ação global coordenada sobre segurança alimentar e nutrição em resposta à Covid-19", acrescentou.   

O político explicou ainda que na Pré-Cúpula de Roma, há dois meses, o governo italiano reuniu acadêmicos, profissionais, comunidades e líderes políticos para discutir como tornar os sistemas alimentares mais resilientes.   

"Precisamos promover dietas saudáveis que protejam as culturas alimentares tradicionais", enfatizou ele, ressaltando que espera "chegar a um acordo sobre uma série de ações concretas que envolvam todos".   

Nos últimos tempos, a Itália tem apoiado fortemente o papel que o sistema das Nações Unidas e suas agências sediadas em Roma desempenham na luta contra a fome global.   

"Quando o secretário-geral Guterres lançou a ideia desta cúpula em 2019, a desnutrição já estava em alta. Hoje, essa situação se tornou ainda mais dramática", lembrou.   

De acordo com os dados mais recentes, quase uma em cada 10 pessoas no mundo está subnutrida, e a pandemia e a recessão global empurraram quase 100 milhões de cidadãos para a pobreza extrema, elevando o total para 730 milhões.   

Em seu pronunciamento, o premiê italiano explicou que "as mudanças climáticas aumentaram o risco de secas, inundações e eventos climáticos extremos, que afetam desproporcionalmente o setor agrícola".   

"As variações nos padrões de precipitação e ondas de calor reduziram o rendimento das safras e a produtividade da terra", acrescentou ele.   

Draghi alertou ainda que "o efeito combinado de crises de saúde, instabilidade econômica e mudança climática pode minar" todos os "esforços coletivos para combater a fome em todo o mundo".   

No entanto, deixou claro que a "Itália está totalmente empenhada em promover sistemas alimentares sustentáveis e resilientes, tanto a nível nacional como na Presidência do G20". (ANSA)
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