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1 mês

Premiê da Hungria defende lei contra homossexualidade e chama críticos de esquerdistas

17/06/2021 19h19

Budapeste, 17 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán, disse nesta quinta-feira que as críticas à polêmica lei que vincula a homossexualidade à pedofilia são um novo ataque ao país e à liberdade.

Sob o título "Os rolos compressores liberais voltam a trabalhar contra a Hungria", Orbán publicou um texto em seu site no qual defende a polêmica lei aprovada no último dia 14 pelos deputados do partido governista Fidesz e do opositor Jobbik.

A legislação, que entre outras medidas proíbe falar sobre homossexualidade ou mudança de sexo na escola ou na imprensa, desencadeou uma onda de indignação e críticas dentro e fora do país, por vincular a homossexualidade à pedofilia.

Para Orbán, essas reações são "uma nova prova de que a esquerda é inimiga da liberdade", uma vez que tudo o que ela deseja é "a hegemonia de seus próprios princípios".

A ideia original era uma modificação do Código Penal para aumentar as penas contra os crimes de pedofilia, mas deputados do governo acrescentaram essas polêmicas emendas.

Tanto os partidos progressistas da Hungria, bem como várias ONGs e legendas europeias, pediram a abolição imediata da nova lei, por considerá-la homofóbica.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou "preocupação" e prometeu uma análise aprofundada da legislação húngara, considerada "discriminatória e contrária aos valores europeus" pelo ministro dos Assuntos Europeus da Alemanha, Michael Roth.

Em seu texto, Orbán assegura que o objetivo das medidas é a defesa dos menores, cuja educação sexual, segundo ele, deve ser assunto exclusivo dos pais.

"Os pais esperam, com razão, que as plataformas que seus filhos usam livremente não tenham acesso a pornografia, sexualidade arbitrária, homossexualidade ou mudança de sexo", declarou.

O primeiro-ministro hungáro também disse que está aberto a discutir o assunto, embora defenda que a lei criticada está em linha com as tradições europeias.

Desde que assumiu o poder em 2010, Orbán tem limitado cada vez mais, com uma série de reformas legislativas, os direitos das comunidades LGBTQIA+.

Até agora, mais de 128.000 pessoas assinaram uma petição online contra a polêmica lei.

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