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1 mês

Venezuela denuncia "sequestro" de oito soldados por colombianos irregulares

15/05/2021 16h17

Caracas, 15 Mai 2021 (AFP) - A Venezuela denunciou neste sábado(15) o "infame sequestro" de oito soldados por grupos colombianos irregulares durante "ações de combate" em uma área de fronteira onde confrontos foram registrados desde 21 de março.

"Nas ações de combate foram capturados oito militares profissionais dos quais em 9 de maio recebemos a prova de vida. Denunciamos perante a comunidade internacional (...) o infame sequestro desses militares", disse o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que leu uma declaração em uma transmissão televisiva, confirmando a denúncia de uma ONG de direitos humanos feita na segunda-feira.

"Não pouparemos esforços e esgotaremos todas as formas possíveis de recuperá-los sãos e salvos", disse Padrino, rodeado por membros da liderança militar.

Na segunda-feira, a ONG Fundaredes, crítica do governo do presidente Nicolás Maduro, publicou nas redes sociais um documento de supostos dissidentes das Farc que fazia o relato de oito soldados "capturados como prisioneiros de guerra" em meio a combates com as Forças Armadas da Venezuela.

A Cruz Vermelha então disse à AFP que estava ciente desse texto, mas descartou comentá-lo.

Segundo Padrino, a chancelaria venezuelana "é coordenada" com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para "servir de elo no resgate" dos fardados capturados.

"Estabelecemos os contatos que favorecem a sua libertação antecipada", disse o ministro.

Desde 21 de março, combates são travados no estado de Apure (oeste), com saldo de 16 integrantes das Forças Armadas da Venezuela mortos, segundo balanço oficial. Esses confrontos obrigaram o deslocamento de milhares de civis.

As autoridades venezuelanas evitam identificar os grupos irregulares, além de chamá-los de "terroristas", embora Maduro reconheça a possibilidade de que possam ser dissidentes das desmobilizadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Venezuela e Colômbia, com uma fronteira comum de 2.200 km, romperam relações em janeiro de 2019, depois que o governo de Iván Duque reconheceu o líder opositor Juan Guaidó como presidente da Venezuela e não Maduro, a quem chama de "ditador" e o acusa de apoiar dissidentes das Farc e combatentes do ELN em seu território.

Maduro, por sua vez, costuma envolver Duque em constantes denúncias de planos de golpe e assassinatos em seu país.

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