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1 mês

Mais de 1.400 migrantes chegam à ilha italiana de Lampedusa

09/05/2021 18h28

Roma, 9 Mai 2021 (AFP) - Mais de 1.400 migrantes chegaram à ilha italiana de Lampedusa neste fim de semana, informou a imprensa italiana, enquanto uma ONG alertou que outras centenas estavam em perigo nas águas de Malta.

Quase 400 migrantes de diferentes nacionalidades, incluindo 24 mulheres e crianças, estavam a bordo de um barco que foi interceptado na costa desta ilha, segundo agências de notícias italianas.

Outro barco de 20 metros transportando 325 pessoas foi interceptado a cerca de 13 quilômetros da costa de Lampedusa, e outra centena de migrantes chegaram em embarcações menores.

Essas chegadas foram denunciadas por Matteo Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga, que aguarda julgamento por ter bloqueado migrantes no mar em 2019, quando era ministro do Interior.

"Com milhões de italianos em apuros, não podemos pensar em milhares de imigrantes ilegais", declarou o líder de extrema-direita, e exigiu um encontro com o primeiro-ministro Mario Draghi.

Por outro lado, a ONG Alarm Phone, que gerencia a linha telefônica de emergência para o resgate de migrantes, lançou uma chamada para ajudar cinco navios com mais de 400 pessoas a bordo na costa de Malta.

"A situação a bordo é crítica (...). É preciso um resgate agora!", alertou a organização.

Na Sicília, as autoridades judiciárias voltaram a estabelecer a ordem de imobilização do "Sea-Watch 4", navio gerenciado pela organização alemã Sea-Watch, que já esteve retido em Palermo por seis meses até março, segundo a imprensa.

A ordem veio após uma inspeção de segurança que determinou que o sistema de esgoto do navio é insuficiente para o número potencial de pessoas resgatadas.

Mas ativistas dizem que a inspeção foi uma cortina de fumaça para bloquear a saída do navio de resgate.

"Esperamos que as autoridades não nos impeçam de partir para o Mediterrâneo central com as acusações absurdas das quais já estamos acostumados", declarou a Sea-Watch Itália no Twitter na sexta-feira.

A Itália é um dos principais pontos de entrada para os migrantes que se dirigem para a Europa, mas a zona marítima entre a Sicília e o Norte da África é uma das rotas de migração mais mortais do mundo.

Quase 530.000 migrantes chegaram à costa italiana desde o início de 2015, e desse total cerca de 6.000 neste ano, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

ar/tgb/pc/eg/bn

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