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SP: Estado inicia vacinação de 77 anos em 3/3 e antecipa grupo de 80 a 84

Vacinação de idosos de 77 a 79 terá início na quarta-feira, dia de 3 de março - Marcelo Justo/UOL
Vacinação de idosos de 77 a 79 terá início na quarta-feira, dia de 3 de março Imagem: Marcelo Justo/UOL
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Do UOL, em São Paulo e Colaboração para o UOL

26/02/2021 13h01Atualizada em 26/02/2021 14h57

O governo de São Paulo anunciou hoje que começará a vacinação contra covid-19 em idosos entre 77 e 79 anos na próxima quarta-feira, dia 3 de março.

Já a imunização de pessoas entre 80 a 84 anos terá início amanhã (27), e não mais na segunda-feira (1º). A confirmação ocorre um dia depois de cidades, como a capital, terem antecipado o calendário para essa faixa etária. Agora, todo o estado está liberado para iniciar a vacinação amanhã.

A antecipação no calendário ocorre depois da distribuição de novos lotes de vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca que permitirão a aceleração da campanha.

De acordo com o governo paulista, o estado tem 563 mil pessoas na faixa etária entre 80 e 84 anos. Na faixa entre 77 e 79 anos, são 430 mil pessoas a serem vacinadas.

Idosos com 85 anos ou mais, trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus e quilombolas já receberam a primeira dose da vacina em etapas anteriores.

Ao anunciar a mudança, Doria voltou a cobrar o governo federal pela aprovação de mais imunizantes. De olho nas eleições de 2022, ele e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) têm trocado farpas publicamente, em discussões sobre a imunização e ações de combate à pandemia.

Há três meses repito que precisamos de vacinas. Onde estão as vacinas? Se não fosse o Instituto Butantan, praticamente não teríamos vacinas. Reconheço esforço da Fiocruz, mas sem Butantan não teríamos vacinas no Brasil. O Ministério da Saúde deve concentrar ações na compra e distribuição de vacinas.
João Doria, governador de São Paulo

Até o momento, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso emergencial da CoronaVac e da Oxford, e o registro definitivo da Pfizer, mas este último imunizante ainda não tem contrato firmado com o governo federal.

Ontem, o Ministério da Saúde assinou contrato para a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, representado no Brasil pela Precisa Medicamentos, que ainda não foi aprovada pela Anvisa. A promessa é que as doses comecem a chegar em março.

O país ainda receberá imunizantes do consórcio Covax, gerido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), mas não há uma definição da chegada das primeiras doses.

Até agora, menos de 3% da população brasileira recebeu pelo menos uma dose da vacina contra covid-19.

Compra de vacinas em São Paulo

João Doria falou sobre a compra de novas vacinas e cogitou adquirir imunizantes de outros laboratórios, não apenas da Sinovac, para cumprir a meta de vacinar o estado até o final do ano.

"Se houver necessidade, se sentirmos nas próximas semanas que o PNI [Programa Nacional de Imunização] não vai cumprir tudo, além das 20 milhões de doses, São Paulo comprará outras doses de outros laboratórios que estiverem disponíveis. Não vamos hesitar na compra de vacinas. E vamos imunizar todos brasileiros residentes em São Paulo até 31 de dezembro", disse o governador.

Doria reafirmou que o Instituto Butantan cumprirá a entrega de todas doses da CoronaVac encomendadas pelo Ministério da Saúde. E disse que mais 20 milhões de doses da CoronaVac, que devem ficar em São Paulo, serão disponibilizadas em setembro.

"Já encomendamos ao Butantan mais 20 milhões de doses da vacina, fora as 130 milhões de que o Ministério da Saúde encomendou. Vamos entregar 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde antes do prazo. As outras 30 milhões serão entregues ao Ministério da Saúde dentro de um novo prazo, sem exclusividade neste lote. E mais 20 milhões de doses, para atendimento aos brasileiros de São Paulo, chegarão em setembro", explicou Doria.

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