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Grupo Alimentação e Bebidas cai 0,25% e tem maior impacto negativo no IPCA-15

Vinicius Neder

Rio

22/10/2019 10h49

Os preços dos alimentos seguiram em queda no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), contribuindo para a alta de 0,09% em outubro, menor variação para o mês desde 1998, informou mais cedo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,25%, terceira deflação seguida no IPCA-15.

Segundo o IBGE, a deflação nos alimentos foi puxada pela queda nos preços do grupamento alimentação no domicílio, que recuou 0,38%. Os destaques de queda foram cebola (-17,65%), com -0,04 ponto porcentual de alívio, batata-inglesa (-14,00%), com -0,03 p.p., e tomate (-6,10%, queda menos intensa que a registrada no mês anterior, de 24,83%).

No lado das altas, destacam-se as carnes, cujos preços subiram 0,59%, frente à queda de 0,38% registrada em setembro.

Conforme o IBGE, a alimentação fora do domicílio ficou estável (0,00%) na comparação com o mês anterior. "Se, por um lado, a refeição teve queda (-0,13%), por outro, o lanche veio com alta de 0,20%", diz a nota do IBGE.

Também houve deflação no grupo Habitação, com recuo de 0,23%, tirando 0,04 p.p. do IPCA-15 de outubro. Nesse grupo, o destaque foi a queda no item energia elétrica (-1,43%), já que, em outubro, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, em que há cobrança adicional de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos - em setembro, vigorou a bandeira vermelha patamar 1, em que a cobrança adicional é de R$ 4,00 a cada 100 quilowatts-hora.

Apenas duas regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE tiveram alta na conta de luz no IPCA-15 de outubro. "À exceção das regiões metropolitanas do Recife (0,14%) e de Salvador (2,52%), todas as demais áreas apresentaram queda de preços, que vão desde o -0,95% na região metropolitana de Porto Alegre até os -3,31% na região metropolitana de Fortaleza", diz a nota do IBGE.

Com a alta comportada de 0,09% no IPCA-15 de outubro, houve espaço para variações negativas em três das 11 regiões pesquisadas pelo IBGE. Segundo o instituto, o menor resultado foi registrado na região metropolitana de Fortaleza (-0,08%), "em função da queda observada no item energia elétrica (-3,31%)".

Já o maior índice ficou com a região metropolitana de Belém (0,28%). Na capital paraense, os destaques foram as altas dos itens higiene pessoal (1,89%) e gás de botijão (3,58%), ambos com 0,07 p.p. de impacto.

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