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Trump demite pesquisadores que divulgaram enquetes com derrota nas eleições de 2020

Carlos Barria/Reuters
Imagem: Carlos Barria/Reuters

Em Washington

2019-06-17T12:29:00

17/06/2019 12h29

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já anunciou a intenção de tentar a reeleição, demitiu três pesquisadores cujas enquetes mostraram números desanimadores, informaram hoje meios de comunicação americanos.

Trump, de 73 anos, deve anunciar formalmente o início de sua campanha eleitoral para um segundo mandato presidencial amanhã em Orlando (Flórida) e as pesquisas em questão mostram que o atual governante perderia em uma possível disputa com o ex-vice-presidente Joe Biden, que lidera as intenções de voto entre os 20 pré-candidatos do Partido Democrata.

De acordo com a imprensa americana, as pesquisas realizadas pela campanha de Trump mostram que Biden conta com 55% de apoio na Pensilvânia, comparado com 39% para o presidente.

Em Wisconsin, o democrata tem 51% dos apoios comparado com os 41% para Trump, que também aparece sete pontos atrás de Biden na Flórida.

Todos estes são estados-chave para uma vitória no pleito de novembro de 2020, dos quais sairá o presidente para o período 2021-2024.

Em mensagem postada no Twitter, Trump aconselhou hoje seus simpatizantes a não acreditarem em pesquisas que o mostre abaixo dos democratas.

"Só as Pesquisas Falsas nos mostram atrás do grupo variado", afirmou o presidente em referência aos 20 pré-candidatos democratas.

"Aparecemos realmente bem, mas é cedo demais para focarmos nisso. Há muito o que fazer!", acrescentou.

O jornal "The Washington Post" indicou que os três pesquisadores demitidos são Brett Lloyd, Mike Baselice e Adam Geller, enquanto outros dois - Tony Fabrizio e John McLaughlin - mantiveram o emprego.

Segundo os meios de comunicação, a pesquisa de Fabrizio mostra que Trump está atrás de Biden em outros estados que contribuíram para a vitória do magnata em 2016, incluído Iowa, Carolina do Norte, Ohio e Geórgia.

Depois que os resultados destas pesquisas foram revelados, o diretor da campanha de Trump, Brad Parscale, confirmou que os números provêm de pesquisas internas, mas disse que correspondem a março.

O "The Washington Post" citou um funcionário de alta hierarquia no governo, que não identificou, que disse que Trump "está mais furioso porque os resultados foram divulgados do que pelos próprios resultados".

A campanha pela reeleição já conta com dezenas de pessoas e está tomando um perfil muito diferente da equipe improvisada e com pouca experiência política com a qual Trump ganhou a indicação presidencial republicana e depois a presidência em 2016.

Nas últimas semanas, Trump negou em tom irritado que estivesse recebendo pesquisas que o mostravam como um possível perdedor.

"Essas pesquisas não existem", declarou o presidente na semana passada à rede de televisão "ABC News". "Acabo de me reunir com alguém que é um pesquisador e eu estou ganhando em todas partes, portanto não sei do que estão falando", completou.

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