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Justiça arquiva denúncia de racismo religioso contra mãe de Larissa Manoela

Silvana Taques era investigada por chamar a família do noivo de Larissa Manoela de "macumbeiros" - Reprodução/Instagram
Silvana Taques era investigada por chamar a família do noivo de Larissa Manoela de "macumbeiros" Imagem: Reprodução/Instagram
do UOL

De Splash, em São Paulo

07/12/2023 20h41Atualizada em 08/12/2023 01h22

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu arquivar a denúncia de racismo religioso de Silvana Taques, a mãe de Larissa Manoela, contra o noivo da filha, André Frambach.

O que aconteceu

Segundo apuração de Splash, o juiz Andre Felipe Veras de Oliveira Guedes, da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, disse que o arquivamento da denúncia ocorreu pelo entendimento que a conduta da investigada — em chamar a família de André Frambach de "macumbeira" — "não foi direcionada a uma coletividade, mas especificamente voltada aos familiares do genro".

"Ao que parece, não há indícios de que Larissa Manoela seja praticante de umbanda. Nessa toada, a expressão "macumbeira" sequer tem cunho de ofensa religiosa, mas sim de discussão entre parentes, com mágoas e rancores que compete a um psicólogo auxiliar, e não a Justiça penal", diz o documento.

O magistrado ainda informa que a conduta de Silvana Taques somente poderia ser considerada uma injúria preconceituosa caso a ação penal pública fosse movida por André Frambach e seus familiares — que já afirmaram que não levariam adiante o caso.

No caso, as vítimas já explicitaram que NÃO tem interesse no prosseguimento da investigação, sendo possível concluir pela falta de representação.
diz a decisão do promotor Marcel Pereira da Costa Guedes

A decisão da Justiça do Rio de Janeiro acontece uma semana depois da Policia Civil indiciar Silvana Taques por racismo religioso. A denúncia apontou que a mensagem escrita por ela sob a família do noivo da filha poderia ser considerada "ato discriminatório travestido de formas contemporâneas de racismo".

A denúncia foi realizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Estado do Rio de Janeiro em agosto deste ano. A vítima citada é o ator André Luiz Frambach, noivo de Larissa, que teve a família ofendida na troca de mensagens divulgada com exclusividade por Lucas Pasin, colunista de Splash.

Larissa Manoela e André Luiz Frambach foram procurados por Splash para comentar sobre o arquivamento da denúncia e informaram que não irão se manifestar sobre o caso.

Exclusivo: mãe de Larissa Manoela fala de família de André Luiz Frambach - Coluna Lucas Pasin/UOL - Coluna Lucas Pasin/UOL
Exclusivo: mãe de Larissa Manoela fala de família de André Luiz Frambach
Imagem: Coluna Lucas Pasin/UOL

Entenda o caso

Autoridades começaram a investigar suposta mensagem com termos ofensivos enviada por Silvana para Larissa Manoela na véspera de Natal em 2022. O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo colunista Lucas Pasin, de Splash.

Silvana ironizou religião do noivo da atriz, André Luiz Frambach, segundo o relato. "Esqueci de te desejar... que você tenha um ótimo Natal aí com todos os guias dessa família macumbeira. kkkkkk", diz o texto.

A frase aparece na continuação de um diálogo entre Silvana e Larissa exibido pelo Fantástico. A mãe mandou a atriz "ir à merda" após receber um texto em que a artista desejava um feliz Natal e lamentava a ausência dos pais na casa de Frambach.

Larissa Manoela tem pai evangélico e mãe católica. A atriz estudou na infância em um colégio adventista (mantido e orientado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia), mas também é católica. André Luiz Frambach e família seguem o espiritismo.

O Fantástico optou por não exibir a última fala de Silvana na intenção de não entrar na questão do "relacionamento familiar" e levantar outras pautas que não tivessem relação com a briga pelo dinheiro, segundo o colunista Lucas Pasin.

A defesa da mãe de Larissa já havia pedido o arquivamento da denúncia de racismo religioso em 13 de novembro passado. "O processo iniciou-se a partir de um print de conversas do WhatsApp, sem que fosse possível comprovar a sua verdadeira autenticidade. Isso acarreta a ilegalidade da prova", pediram os advogados de Silvana.

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