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Tribunal condena nove mulheres a 20 chicotadas por protestos no Sudão

Decisão foi anunciada um dia depois de Al Bashir, por conta do Dia Internacional da Mulher, ter ordenado a libertação das mulheres detidas - Reprodução/Daily Monitor
Decisão foi anunciada um dia depois de Al Bashir, por conta do Dia Internacional da Mulher, ter ordenado a libertação das mulheres detidas Imagem: Reprodução/Daily Monitor

Da EFE, em Cartum

10/03/2019 09h27

Nove sudanesas foram condenadas neste sábado a receber 20 chicotadas e a um mês de prisão por um tribunal de exceção de Cartum por participarem dos protestos contra o presidente do Sudão, Omar Al Bashir, informou o grupo opositor Aliança Democrática de Advogados.

O veredicto foi anunciado um dia depois de Al Bashir, por conta do Dia Internacional da Mulher, ter ordenado a libertação de todas as mulheres detidas por participar das manifestações.

O presidente anunciou o estado de emergência na semana passada, o que levou à proibição das manifestações e ao estabelecimento de tribunais de emergência em todo o país para julgar as pessoas que descumpriram essa proibição.

A Aliança de Advogados afirmou em comunicado que mais de 800 pessoas foram julgadas em tribunais de emergência nos últimos dias, sendo que a maioria delas foi absolvida.

No Sudão os protestos contra Al Bashir são quase diários desde 19 de dezembro do ano passado, em um movimento popular que começou devido à deterioração da situação econômica no país.

As manifestações se transformaram em poucos dias no maior desafio para a autoridade do presidente desde que assumiu o poder, em um golpe de Estado em junho de 1989.

Ontem, por conta do Dia Internacional da Mulher, as autoridades libertaram a mando de Al Bashir 38 das 41 dissidentes que seriam contempladas pela anistia, de acordo com a oposição.

Para tentar acalmar a população, Al Bashir renunciou à presidência do partido governante e, além disso, fez várias mudanças em seu gabinete e em outros cargos de responsabilidade nas Forças Armadas e no Banco Central.

Apesar dessas medidas, os protestos continuaram no país e na última terça-feira houve uma greve geral que, segundo a oposição, teve uma ampla adesão no setor privado. 

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