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'Urubu na janela': suspeita de matar namorado falou de odor, diz cúmplice

Na segunda-feira (20), às 13h, as câmeras registram a suspeita indo embora com duas malas - Reprodução
Na segunda-feira (20), às 13h, as câmeras registram a suspeita indo embora com duas malas Imagem: Reprodução
do UOL

Colaboração para o UOL

30/05/2024 11h17Atualizada em 30/05/2024 14h08

A suspeita de ter matado o empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond, no Rio, teria reclamado do mau cheiro do corpo, segundo mulher presa por envolvimento no crime, e que se apresenta como cigana. Júlia Andrade Cathermol Pimenta, que seria namorada da vítima, está foragida.

O que aconteceu

Júlia teria enviado mensagens se queixando do cheiro que o corpo em decomposição exalava. A informação foi repassada à polícia em depoimento pela cigana Suyaney Breschak, presa ontem por supostamente ter ajudado Julia a se desfazer dos bens do namorado.

Mulher chegou a dizer que havia "um urubu na janela". Julia teria permanecido no apartamento da vítima por dias. Corpo foi encontrado após vizinhos se incomodarem com cheiro forte, e acionarem a polícia.

A suspeita também teria enviado mensagens pelo celular do morto, se passando por ele. Para o delegado Marcos Buss, atitudes evidenciam extrema "frieza". "Ela teria permanecido no interior do apartamento da vítima com o cadáver por cerca de três a quatro dias. Lá, ela teria dormido ao lado do cadáver, se alimentado, descido para a academia, se exercitado", disse.

"Brigadeirão envenenado". Cigana também contou em depoimento que a namorada da vítima o teria matado com um doce envenenado. Ainda segundo Suyaney, Julia seria garota de programa e tinha uma dívida de R$ 600 mil com ela.

Cigana confessou ter ajudado a dar fim aos pertences da vítima. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão temporária por homicídio qualificado. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ela passará por uma audiência de custódia às 13h de hoje.

Carro da vítima vendido por R$ 75 mil. Os policiais descobriram que o veículo foi levado para Cabo Frio, na Região dos Lagos, após supostamente ter sido vendido.

Homem que comprou bens do empresário foi preso em flagrante por receptação. Ele chegou a apresentar um documento escrito à mão, que disse ter sido assinado pela vítima, transferindo o bem. Com ele também foram encontrados o telefone celular e o computador de Luiz Marcelo.

Conta conjunta

Dois dias após o corpo ter sido encontrado, Júlia Andrade Cathermol Pimenta prestou depoimento. Na ocasião, ela disse que foi embora no dia 20 de maio após uma briga com o namorado, disse que o homem estava bem e que teria feito café da manhã para ela.

Ela contou que o empresário teria aberto uma conta conjunta nos nomes dos dois. Imagens analisadas pelos agentes mostraram a mulher indo ao condomínio buscar o cartão dessa conta, entregue por correspondência, quando o namorado já estava morto.

Júlia é considerada foragida da Justiça. Agentes da 25ª DP realizam diligências a fim de localizá-la e capturá-la. Contra ela, também há mandado pendente por homicídio qualificado.

O UOL tenta localizar as defesas de Suyaney e de Júlia. O espaço segue em aberto para manifestação

Câmeras de segurança ajudam na investigação

Luiz Marcelo Antônio Ormond foi encontrado morto no dia 20 de maio. Vizinhos sentiram um cheiro forte vindo do apartamento e acionaram a polícia. Ele havia sido visto pela última vez no dia 17 de maio.

Câmeras de segurança registraram Luiz e Júlia juntos na piscina e no elevador. As imagens mostram Luiz segurando um prato e Júlia uma cerveja, e em determinado momento eles se beijam.

No dia 19 de maio, as câmeras capturaram a suspeita colocando objetos no carro da vítima. Ela foi gravada deixando o prédio dirigindo o carro. No mesmo dia, ela retornou ao condomínio sem o veículo, que teria sido vendido.

Mais tarde, ela foi vista indo à academia do prédio. Na segunda-feira (20), às 13h, as câmeras registraram ela saindo do prédio com duas malas.

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