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EUA afirmam que China 'não pode ter' relações com a Rússia e Ocidente ao mesmo tempo

Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, em Pequim 16/05/2024  - Sputnik/Sergei Guneev/Pool via Reuters
Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, em Pequim 16/05/2024 Imagem: Sputnik/Sergei Guneev/Pool via Reuters

Da AFP

16/05/2024 18h12Atualizada em 16/05/2024 19h04

Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira (16) que o presidente da China, Xi Jinping, não pode, ao mesmo tempo, estreitar os laços com o Ocidente e apoiar a Rússia, após ele prometer estreitar as relações com o presidente russo, Vladimir Putin.

A China não pode jogar dos dois lados, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Vedant Patel. "Não pode ter as duas coisas e querer ter melhores relações com a Europa e outros países enquanto segue alimentando a maior ameaça a segurança europeia em muito tempo", complementou, referindo-se a invasão russa à Ucrânia.

Os Estados Unidos estimam que a China, embora não envie armas diretamente à Rússia, apoia a indústria de defesa daquele país, uma preocupação apresentada pelo chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, em visita a Pequim no mês passado.

O apoio da China a indústria de defesa russa "não ameaça somente a segurança ucraniana, mas também a da Europa", disse Patel.

Xi visita a Rússia

Xi Jinping e Putin defenderam hoje em Pequim o eixo sino-russo como um fator de "estabilidade" e "paz" no mundo.

O presidente da Rússia faz uma visita de dois dias à China, sua primeira viagem ao exterior desde que foi reeleito, em março, e a segunda ao país em pouco mais de seis meses.

O líder chinês acaba de voltar de um giro pela Europa, onde defendeu o direito de manter a normalidade de suas relações econômicas com Moscou. Em declarações, transmitidas pela televisão russa, Xi afirmou que a China "espera a pronta restauração da paz e estabilidade no continente europeu".

Questionado sobre o apoio da China a um processo de paz, Patel afirmou que, do ponto de vista americano, "a Federação Russa precisa apenas se retirar da Ucrânia".

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