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EUA retira Cuba de lista de países que não cooperam contra terrorismo

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos - Bonnie Cash - 12.abr.2024/Reuters
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos Imagem: Bonnie Cash - 12.abr.2024/Reuters

15/05/2024 17h42

Os Estados Unidos retiraram, nesta quarta-feira (15), Cuba e mantiveram a Venezuela no grupo de países que não cooperam plenamente com a luta antiterrorista, mas Havana continua na lista de Estados patrocinadores do terrorismo.

Em um relatório enviado ao Congresso, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirma que quatro países - Irã, Coreia do Norte, Síria e Venezuela - "não cooperam plenamente" com a luta antiterrorista internacional.

Segundo o Departamento de Estado, Cuba figurou na lista do ano passado devido à sua negativa a extraditar para a Colômbia militantes da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).

O primeiro presidente de esquerda da Colômbia, Gustavo Petro, suspendeu, desde então, os mandados de prisão contra os guerrilheiros, assinalou o Departamento de Estado.

"Ademais, Estados Unidos e Cuba retomaram a cooperação em matéria de aplicação da lei em 2023, incluída a luta contra o terrorismo", disse um porta-voz do Departamento de Estado.

Isso levou o governo do presidente Joe Biden a concluir que "já não é apropriado" incluir Cuba entre os países "que não cooperam plenamente".

O governo cubano, por sua vez, não tardou a reagir.

O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou na rede social X que isso constata o que é "amplamente conhecido, que Cuba coopera na batalha contra o terrorismo".

Os Estados Unidos "deveriam fazer o correto e coerente com essa posição: retirar Cuba da lista arbitrária do Departamento de Estado e pôr fim a medidas econômicas coercitivas que acompanham isso", disse.

Já o chanceler Bruno Rodríguez classificou a decisão dos Estados Unidos de "manipulação política", em mensagem publicada nessa mesma rede social.

A relação entre os dois países é tensa.

Durante mais de seis décadas, Washington impôs a Cuba um embargo comercial que o ex-presidente Donald Trump (2017-2021) endureceu ao voltar a incluir a ilha em sua lista de patrocinadores do terrorismo, uma medida que obstaculiza as transações e os investimentos porque as empresas se expõem a sanções americanas.

Biden, seu sucessor democrata, a manteve nessa lista, e parece pouco inclinado a se reconciliar com Cuba, sobretudo depois da repressão contra manifestações antigovernamentais na ilha.

O presidente americano prometeu aos congressistas que não retiraria Cuba da lista de Estados patrocinadores, da qual também fazem parte Irã, Coreia do Norte e Síria.

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© Agence France-Presse

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