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15 dias

Imagem de palestina com menina morta nos braços ganha principal prêmio de fotojornalismo

18/04/2024 08h22

A imagem de uma mulher palestina abraçando o corpo da sua sobrinha, morta em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza, ganhou o primeiro prêmio do World Press Photo nesta quinta-feira (18).

A foto, de Mohammed Salem, da agência Reuters, mostra Inas Abu Maamar entrelaçada com o corpo de sua sobrinha de cinco anos, Saly, que morreu junto com sua mãe e irmã depois que um míssil atingiu sua casa em Khan Yunis, em outubro.

O fotógrafo estava no hospital Nasser, nesta cidade do sul do enclave palestino, no dia 17 de outubro. Lá ele viu uma mulher de 36 anos no necrotério, chorando, agarrada ao pequeno corpo da menina, enrolado em um pano branco.

Inas Abu Maamar, 36, abraça o corpo da sobrinha de 5 anos, Saly, morta em bombardeio de Israel ao hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza; foto ganhou primeiro prêmio do World Press Photo - 17.out.2023-Mohammed Salem/Reuters - 17.out.2023-Mohammed Salem/Reuters
Inas Abu Maamar, 36, abraça o corpo da sobrinha de 5 anos, Saly, morta em bombardeio de Israel ao hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza; foto ganhou primeiro prêmio do World Press Photo
Imagem: 17.out.2023-Mohammed Salem/Reuters

A imagem foi tirada 10 dias após a eclosão do conflito entre Israel e Hamas, desencadeado após o ataque sem precedentes do movimento islamista em solo israelense.

"Foi um momento forte e triste e senti que a imagem resumia de forma geral o que estava acontecendo na Faixa de Gaza", disse Salem, citado no comunicado do World Press Photo, um renomado prêmio de fotojornalismo.

"É uma imagem profundamente chocante", disse Fiona Shields, presidente do júri. "Depois que você a vê, fica na sua mente".

O fotógrafo venezuelano Alejandro Cegarra ganhou o prêmio do projeto a "longo prazo" com suas imagens monocromáticas de migrantes e solicitantes de asilo que tentam cruzar a fronteira sul do México, tiradas para o The New York Times/Bloomberg.

Tendo sofrido como migrante, Cegarra "fornece uma perspectiva sensível e centrada no ser humano" e enfatiza a resistência destas pessoas, segundo o júri.

A sul-africana Lee-Ann Olwage ganhou o prêmio "História do Ano" com o seu retrato íntimo de uma família de Madagascar que vive com um parente idoso com demência, um trabalho para a revista GEO.

As imagens premiadas em 2024 foram selecionadas entre 61.062 documentos enviados por 3.851 fotógrafos de 130 países.

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